segunda-feira, janeiro 31, 2011

Caminho para a eternidade

Fiz um esboço de fenix antes das aulas de estilização. Não foi de observação ou de sobreposição de papel vegetal, trabalho com massas de cor, luz e sombra. Começou com a cabeça, asas e um resto de corpo que não coube por completo naquele papel em 2006. Ficou lá parado na minha pasta de desenhos de prancheta. No sábado, depois de saber que "não poderia receber nada a altura do carinho", senti que precisava finalizar aquele esboço e lá fui eu digitalizar o passado, hoje tão presente em essência, que fica, e não um perfume, que evapora pelo tempo.

Sente na pele,
Queima
Arde
Solitária
Vida.
Paira no corpo
Divina
Renasce,
Fênix.

E que um dia será minha tatuagem, exclusiva, única, e que um dia, quem sabe, possa estampar um outro alguém... mas isso é uma outra e longa história para ser contada e vivida.

Marcelo Poloni

Paris Insólita e Misteriosa...

entre leituras e relatos de uma manhã de segunda-feira...
PARIS INSOLITA E MISTERIOSA

Estava folheando um livro que ganhei de um ex-namorado e atual amigo (sim isso existe! no meu caso): Paris Insólita e Misteriosa de Rodolphe Trouilleux.  Fui procurar esta manhã algo do livro, já digitado, pois existe uma preguiça peculiar das segundas-feira, para postar aqui. Achei, mas também encontrei algo junto, naquele mesmo cantinho desta blogosfera, que é bem propício a dar-te de presente, meu leitor diário.

Como já disse, sou um sonhador, tenho tendências românticas e humanistas, mas me disseram neste final de semana que existe um poeta dentro de mim. Esta afirmação veio lá das Minas Gerais, de um Belo Horizonte cigano. Estranhas conexões. Logo eu trarei um pouco do livro por aqui para dizer que Paris ainda será o palco de algo maior que apenas uma viagem de passeio.

"Você é bastante passional e, algumas vezes, a mais intempestiva das criaturas. Sei que não descobri a pólvora. A sua história de vida é repleta de exemplos e o seu comportamento comigo não poderia fugir à regra. Por te considerar muito mais do que apenas interessante, tenho lido e ouvido, há meses, as suas "perplexidades". Aprendi a gostar de você assim, na intensidade dos seus humores, enquanto ouvia as suas queixas e auto-recriminações misturando-se aos relatos das suas mais brilhantes conquistas e alegrias. Também aprendi que tudo em você é muito mais vivo e intenso, mais doloroso ou mais bonito. Você não vê um belo filme como a maioria das pessoas vê. É a mesma coisa quando você ouve uma música ou lê um bom livro. Nunca me esquecerei da expressão do seu rosto diante "daquele livro de fotos"*. Evidentemente, as dores também doem mais em você. Enfim, você é uma pessoa* de temperamento exuberante".

* quem quiser já conferir detalhes e outros cantos poéticos : http://www.etalors.blogger.com.br/

"Nada é mais fácil do que se iludir, pois todo o homem acredita que aquilo que deseja seja também verdadeiro." (Demóstenes )

E se não era seu desejo, será verdadeiro?
Sempre serei verdadeiro mesmo nas minhas ilusões.

Atirei no mar
O mar vazou
Atirei na moreninha
Baleei o meu amor
(Três Ceguinhas)

A Pessoa é para o que Nasce.

Costumo acreditar nas pessoas que conseguem com suas histórias cotidianas de vida ou de perda, sem paráboloas ou metáforas, me emocionar, fazer verter lágrimas sinceras de alegria, conforto ou de proximidade de vivência.

Marcelo Poloni.

domingo, janeiro 30, 2011

Eu matei a "Pollyana"!

fone: www.literaturaemfoco.com  
A semana que passou foi tumultuada e longas foram as conversas com minha amiga Gabriela, diretamente do trabalho, a dona da frase "às vezes os excessos são bons"! Ela passou por situações complicadas e, conversa vai, conversa vem, eu joguei a frase na mesa: "Eu matei a Pollyana" (aquela célebre garota que vê o mundo com um lado sempre otimista e esperançoso). Pronto, mentes criativas em ação. Gabi produziu um texto, eu digitei, ampliei e depois melhoramos o conjunto da obra que está logo abaixo:




Eu matei a "Pollyana"
fonte: magicrealm.deviantart.com/art
Sempre fui uma pessimista irreparável, mas minha mãe costumava a me dizer para brincar de "Pollyana": ver algo de bom em tudo e em todos, esquecer das coisas ruins, ou tristes, e buscar sempre o lado "bonito" da vida. Tanto ela insistiu que fui crescendo com esta visão romântica da brincadeira. Mas algo dentro de mim nunca morreu.

“Did I listen to pop music because I was miserable? Or was I miserable because I listened to pop music?”


Sou cria dos anos 90, sou formada de vazio, de nada. Este vazio que preenche minha alma é uma constante da minha geração, porém nunca foiassunto com os colegas da sala de aula. O vazio me machuca, enquanto alivia os outros, mas minha mãe nunca me deixou sucumbir.


Sempre vivi as margens do poeta e sua filosifia "Eu que sempre soube esconder as minhas mágoas, nunca ninguém me viu com os olhos rasos d'água, finjo-me alegre pro meu pranto ninguém ver, feliz aquele que sabe sofrer", porém, hoje eu matei a "Pollyana"! Deixei cair a máscara de carnaval, deixei mostrar a verdadeira face de quem sofre e tem a mágoa ainda correndo pelas veias.


As coisas da vida são o que são pra mim! Existe o belo e o feio e ponto final. Não quero mais fingir que tudo está bem, quando não está. Porém, não sofro mais. Sofrer é perda de tempo! Se a situação é ou está ruim e não posso mudá-la, sorrir não fará a diferença. Matar a "Pollyana" é mais uma aceitação do inevitável do que um assassinato em si.  É o exorcismo do otimista, o fim do cego que não quer ver, e como todo o fim, um novo começo.


O que é, é o que não é, não existe!


Radical? Instransigente? Exagerada? Talvez. Particularmente acho que souapenas realista. E por essa razão, porque esconder a dor não faz com que ela desapareça, por não aguentar mais procurar algo positivo em tudo, por eu não ler "eu te amo" nas entrelinhas da frase "eu te odeio", e por tudo isso, eu também, e principalmente, porque deixei de acreditar nas pessoas, que matei a "Pollyana"!



Gabriela Capuano.

coprodução e divulgação: eu mesmo,

Marcelo Poloni

ps: Logo eu mato a Amelie Poulain em mim, ou faço um exorcismo!

sexta-feira, janeiro 28, 2011

O filho do Homem

Le fils de l'homme, 1964
O que existe por detrás de todo mistério que nos cerca em cada momento de nossa vida? É o que o surrealismo, muitas vezes, quer nos questionar por imagens desconexas de uma realidade, buscando assim, uma nova configuração de nosso pensamento para além do real, pairando, por vezes, à filosofia, metáfora em imagens, questionamentos pelo estranho que existe em nossa compreensão visual.

"Tudo que enxergamos esconde alguma coisa, nós sempre desejamos ver algo que está escondido por aquilo que enxergamos." René Magritte (1898 – 1967), mestre do Surrealismo, assim comentou a tela "O filho do homem" ("Le fils de l'homme"), pintada em 1964.

Meu desejo é a transformação, é a mudança. O novo assusta mas pode trazer a intervenção necessária para uma nova realidade. Meu desejo é entendê-lo.

Marcelo Poloni

Responsabilidade compartilhada

Acabei de receber a notícia que um amigo vai pegar os meus chinelos estilizados do post anterior e fazer uma tattoo! Ai, que responsabilidade! Deixar marcado no tempo, e no corpo,  algo de sua autoria  é muito gratificante e desperta aquela alegria de reconhecer pessoas com as quais você, mesmo ciente de diferenças e também afinidades, típicas do excesso de informação dos dias atuais, poderá guardar na caixinha da memória como sendo especiais.

Por essas, e por outras, que espero acontecer pela vida, que compartilhada torna-se bem melhor, menos vazia e esperançosa, que meu dia ficou mais brilhante, como um diamante. Eterno.

Um eterno balé
O balé tem como essência a confiança dos parceiros de dança. Ambos trocam informações, olhares e procuram dar o melhor de si para que o espetáculo seja perfeito. Ambos ensinam coisas diferentes, ambos sabem que podem ser mais e muito melhor. Quando isso acontece, a dança torna-se eterna como um diamante.

Marcelo Poloni

Pronto, Clonei!

Como fui questionado a respeito da imagem anterior lembrei me dos trabalhos do tempo do curso de Design Gráfico. Resolvi resgatar das minhas memórias de tinta nanquim, papel e estilização. Peguei alguns trabalhos e fotografei, transformei em curvas e gerei algumas imagens novas a partir dos originais.

Nostalgia à parte, hoje vou clonar uma frase, que leio desde a primavera do ano passado, para inaugurar a apresentação dos desenhos... Obrigado R.Divino...

PORQUE HOJE É SEXTA-FEIRA!
Chinelos porque te quero!
e qual será a trilha sonora deste final de semana?

Marcelo Jeneci, Mylene Farmer, Matt Alber, Madredeus, Muse... tantas opções!!! Acho que Janelle, Julieta e Jewel vem também. Norah Jones e Nina farão um dueto? ahhh Yeal Naim vai procurar um cantinho novo para descobrir o mundo...


This is a happy end
Come and give me your hand
I'll take your far away.

I'm a new soul
I came to this strange world
Hoping I could learn a bit about how to give and take
But since I came here felt the joy and the fear
Finding myself making every possible mistake.

....e você, virá também?

Marcelo Poloni

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Entre licores e pudins...

"A Arte é a nossa Alma" Leonardo Da Vinci
"Temos a Arte para que a Verdade não nos Destrua."  F. Nietzsche

Quem sou eu, quem eu sou? Miragens do espelho que o poeta imaginou... e no derramar de nossas lágrimas surge então a chave do jardim. Um gigante às vezes tão pequeno entre licores e pudins. E amanhã, o que será?


Se a vida é uma volta na lembrança, uma roda de esperança espalhando amor no ar, liberte do seu peito essa criança, me dê as mãos na contradança e vamos juntos cirandar.




quarta-feira, janeiro 26, 2011

Expresso do Oriente

E não é que a França sempre me surpreende!?!?!



Depois podemos embarcar no expresso do oriente e, tal qual Agatha Christie,  chegar na misteriosa e fascinante Istambul.... Me acompanha?

terça-feira, janeiro 25, 2011

O místico caminho das estrelas



São parte do cotidiano. Sagrados ou profanos. Símbolos. Marcas que identificam, que promovem sentimentos próprios de determinadas culturas, conceitos, doutrinas que, independente de seus erros ou acertors, convivem diariamente dentro e fora de nossa existência. Com o tempo absorvemos o mundo a nossa volta. Compactuamos com o paradoxo e somos únicos por isso. Originalidade. Criamos sempre mais.

Não acredito que nada seja 100%. A perfeição é um atributo desprovido de sinceridade e me causa uma certa desconfiança e, sendo assim, não é absoluta em verdade. Não sou 100%, como ninguém de fato é. Existimos para vencer nossos medos e projetar nossas ousadias em prol de uma congruência de caminhos. Podemos estar muito próximos daquilo que pode nos fazer bem e, muitas vezes, não entendemos, olhamos para o passado ou flertamos com o efêmero. Qualidades e defeitos sempre existirão pois cada um tem um ponto de vista e uma visão diferenciada de seu ideal. Enxergar a essência e fazer disso a força para ir além, é uma capacidade única de observação, respeito próprio e pelo semelhante.

Se o futuro projeta-se na vontade, é no "hoje" que devemos edificá-lo. Se soubermos lidar com o que recebemos pela vida, seja lá por qual meio for, de forma inesperada e conquistada por detalhes, sementes para flores em uma primavera futura, gradualmente firmaremos um laço único e forte, apoiado em respeito, compreensão e carinho mútuos, que jamais serão efêmeros lampejos de um desejo ocasional. Serão constantes. Vale a pena? Sou otimista. Sim sou um sonhador, mas não sou o único, como já disse um poeta em versos.

ankh - símbolo da vida

Decifrar o místico caminho das estrelas, encontrar os diamantes do céu, lapidá-los e obter seu brilho valioso não é uma tarefa simples. Seja na cidade da garôa, ou no calor do deserto, enfrentar o enigma e entendendo-o como a ti mesmo, um reflexo. São seus olhos de caleidoscópio em busca de um novo movimento para revelar suas verdadeiras cores.

Marcelo Poloni


No ponto exato onde nasce o sol
Um olhar distante contempla o além
Sorriso enigmático
Imperturbável desdém...
Guardiã eterna do segredo milenar
Quando o Saara Atlante ainda era mar
Tão tranquila e impassível
Quanto inacessível...
Esfinge
Finge que não vê
Decifra quem te devora
Hieroglifa o saber
Só no domínio de si próprio
É que o humano sobrepõe-se ao animal
Com a força do leão
A inteligência do homem
A serenidade dos deuses
Esfinge
Finge que não vê
Decifra quem te devora
Hieroglifa o saber

Esfinge - Rita Lee e Roberto de Carvalho

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Um convite à garota do copo d'água

Le déjeuner des canotiers (O almoço dos barqueiros) - Pierre Auguste Renoir - 
Amelie:
Sabe a garota do copo d'água? 

Dufayel:
Sei. 

Amelie: 
Se parece distante talvez seja porque está pensando em alguém. 

Dufayel:
Em alguém do quadro? 

Amelie: 
Não, um garoto com quem cruzou em algum lugar 
e sentiu que eram parecidos. 

O fabuloso destino de Amelie Poulain

Foi um rio que passou em minha vida...

Tarde da noite... tal qual leão da montanha, saída estratégica pela esquerda... Peraí!? Esquerda? Só tinha água e mais água para todos os lados. Tal qual todo bom felino, pulando de pedra em pedra, mas naufragando em outros tantos pulos, consegui chegar no alto da montanha, mesmo fazendo o caminho mais longo entre dois pontos, ou seja, dando voltas pelos quarteirões "menos inundados" de um "caminho bom d+" da metrópole paulistana.



If the rain comes they run and hide their heads.
They might as well be dead,
If the rain comes, if the rain comes.
When the sun shines they slip into the shade,
And sip their lemonade,
When the sun shines, when the sun shines.
Rain, I don't mind,
Shine, the weather's fine.
I can show you that when it starts to rain,
Everything's the same,
I can show you, I can show you.
Rain, I don't mind,
Shine, the weather's fine.
Can you hear me that when it rains and shines,
It's just a state of mind,
Can you hear me, can you hear me?


Se isso estragou o dia? Tempestades não me causam medo. Já passei por diversas e ainda sobrevivo. Sempre existirão mas não são páreo para a maioria dos diversos dias de sol de primavera ao amanhecer. Basta querer e se inspirar naquilo que realmente se conquista com o tempo e que não seja efêmero como castelos de areia.



And when the night is cloudy
There is still a light that shines on me
Shine on until tomorrow
Let it be....


Yeh, you've got that something,
I think you'll understand.
When I'll feel that something
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand,
I wanna hold your hand.

e quero continuar...

Marcelo Poloni

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one!

domingo, janeiro 23, 2011

Gentileza

Confesso, não o conhecia! E muitos também não imaginam quem seja. Em 2001, não era uma odisséia no espaço, mas um primeiro encontro com o Rio de Janeiro e com o desfile das escolas de samba. Emoção pura, sonho realizado e muitas coisas para contar sobre o momento (isso ficará para uma certa Arte&Alegoria).

Último desfile já na terça-feira de carnaval. Lá vem ele, Joãozinho 30 e a Grande-Rio contando uma história de dedicação ao sentimento puro de bondade e a poesia. "Gentileza, profeta saído do fogo" e a metáfora audio-visual carnavalesca transformou uma manhã cinzenta em uma visão do arco-íris em movimento.

Mesmo não conhecendo a fundo a história pude entender que ali, naquele momento, se fazia justiça à memória de um brasileiro errante cuja dedicação ao mundo era provocar, estimular, ampliar a bondade e o altruísmo.

Faleceu em 1996 mas sua memória ainda se preserva nas pilastras do viaduto do caju, que fica próximo a rodoviária Novo-Rio. Em 2000 foram feitas restaurações. Hoje em dia buscam-se recursos para novamente preservá-las da deterioração do tempo e vandalismo. Tentaram um dia apagar sua história. Mas a boa vontade prevaleceu e trouxe de volta sua memória!  Fica aqui meu apoio à causa!


Porque a história sempre é bem vinda e que a gentileza seja eterna http://www.riocomgentileza.com.br/index.html

Eu apóio a inciativa! http://friedman.com.br/hotsite/gentileza/index.asp




Marcelo Poloni

quinta-feira, janeiro 20, 2011

VideoClipping 2010 - Kylie


Feel
Can't you see there's 
so much here to feel
Deep inside in your heart
You know I'm real
Can't you see that 
this is really higher
 higher higher higher

All the lovers
That have gone before
They don't compare to you
Eu precisaria definir aqui que tenho um gosto eclético para músicas e mais ainda para videos. Possivelmente não haverá uma concordância plena sobre este vídeo que escolho com um dos melhores de 2010 e que encerra aqui esta sequencia video musical de lembranças e saudades.

All the lovers, hit de lançamento do álbum Aphodite,  da chamada "princesinha do pop", Kylie Minogue (a rainha ainda é aquela Donna-má - que está preguiçosa e não faz um videoclipe digno faz tempo) me deixou profundamente contente por se opor a toda a onda de exageros a lá Gaga que imperou em 2010.

Muitos dizem que é apelativo, alguns acham que parece comercial de sabonete da pombinha e outros tantos assumem que é uma grande bobagem "non sense". Enfim, eu não faço parte de nenhum destes ai pelas razões já bem clara.

O vídeo é espirituoso, tem a virtude de ser simples em passar uma mensagem óbvia demais mas que todos nós no fundo acabamos por esquecer em diversas ocasiões. Não importa o gênero, não importa a cor, não importa a raça, não importa nada. Amor vai além disso. Quebre convenções e regras e o vídeo quebrou o ritmo dos exageros em ser suave, doce e meigo. Depois dele as novatAs baixaram a bola e pararam de querer ser gagás.

O que esperar de 2011?



VideoClipping 2010 - maNga

Pode parecer um tanto quanto exótico da minha parte mas de uma banda turca, cujo nome e grafias remetem ao gosto dos integrantes pelas histórias japonesas dos mangás, escolhi um dos videoclipes de 2010 que vem aliado a uma certa mistura de ritmos produzindo um som moderno e diferente do que se acostumou ouvir dos cantores lá da terra dos sultões. A música, especialmente composta para representar a Turquia no tradicional Eurovision Song Festival - que um dia consagrou o ABBA -, chegou a grande final em segundo lugar. Não importa a colocação aqui ou no concurso europeu, conquistaram pela ousadia de não ser exatamente o que se espera de uma banda, até então regional, ou seja, apoiada em vínculos melódicos em bases musicais do oriente médio (não que isso seja ruim, e mesmo porque eu gosto, e muito!)




I can see it in your eyes
It doesn't count as a surprise
I see you dancing like a star
No matter how different we are

For all this time I've been loving you
Don't even know your name
For just one night, we could be the same
No matter what they say

quarta-feira, janeiro 19, 2011

VideoClipping 2010 - Florence + The Machine

Fui apresentado a Florence em 2010 e diretamente a versão 2010 deste vídeo que entre indicações a prêmios, ganhou o de Melhor Direção de Arte pela MTV americana. Quando fui apresentado a esta cantora, sua voz poderosa já me dizia que tinha algo de novo, e muito bom, no reino da rainha mais famosa do mundo (e não é a de copas). Florence Welch é cantora e compositora que trabalha com sua banda de músicos colaboradores ( + the machine), nascia assim Florence + The Machine. Seu primeiro álbum, Lungs foi lançado em 2009 e hoje em dia costuma pontuar meu playlist com frequencia. Seu som é envolvente, sua voz poderosa, seu estilo alternativo é pra lá de interessante, tanto musicalmente quanto em visual. O videoclipe que está nos meus preferidos de 2010 não poderia deixar de ser outro - Dog days are over!, afinal eu me amarro em arte e a direção, apesar de simples, tem um que de sofisticação que só os nobres da corte podem ter!


Happiness hit her like a train on a track
Coming towards her stuck still no turning back
She hid around corners and she hid under beds
She killed it with kisses and from it she fled
With every bubble she sank with her drink
And washed it away down the kitchen sink





...e nesta batida britânica eu vou pensando nos últimos e não menos importantes videos de 2010 para começar o ano novo em grande estilo!

Marcelo Poloni

Life in Pictures and Words


Imagem é tudo!

terça-feira, janeiro 18, 2011

VideoClipping 2010 - Jewel

If you wanna walk,
Baby, let's walk
Have a little kiss,
Have a little talk
We don't gotta leave at all
We can lay here forever
Stay here forever, oh
Let's just stay here forever
Stay here forever, oh
Sim, eu gosto da Jewel e não é recente. Gosto de seu jeito doce de cantar, gosto de seus altos e baixos. Gosto de sua melancolia em algumas músicas, gosto de sua tristeza em outras, reflexos de sua vida e o que nos aproxima ainda mais de sue essência. Também existe a sua versão doce, meiga, suave e que se desdobra em cores, vibrantes reflexos de felicidade, alegria e carinho. Assim é a vida em suas músicas, em sua trajetória de descobertas. Em 2010 ela foi "Doce e Selvagem", lançou mais um álbum com profundas raízes na country music mas não deixando de ser universal. Recentemente fui presenteado com este videoclipe, dedicado com muito carinho e afetuosidade  e que agora retorno com a mesma intensidade - obrigado meu querido! você sem querer acertou um dos meus preferidos de 2010. O vídeo é simples, a música é meiga e carinhosa. Cores, primavera, entusiasmo e um olhar cativante. Coisas que eu interpreto como Alegria de Viver.



Marcelo [Ciello] Poloni

Contato imediato de quarto grau

Acabei de ler "O dia do Curinga" de Jostein Gaarder e fiquei fascinado pela sua simplicidade alegórica no tratamento de assuntos de cunho filosófico. Ao criar um mundo real, baseado numa história totalmente possível, cercado por um mundo imaginário, que se entrelaça com a realidade anterior, em metáforas e pensamentos congruentes, o autor provoca uma imediata associação com a Alice de Lewis Carroll.

Do mundo imaginário encontramos um enigma cuja resposta revela o mundo real que se constrói com o pensamento, a imaginação e as idéias que se perpetuam com o tempo e não são devorados por sua ira. Nós somos os verdadeiros viajantes nesta aventura.

Segue uma edição que fiz de uma parte do livro, que não revela sua história, mas traz um pouco do que se propõe a discutir em metáforas e analogias:


"REI DE ESPADAS ... Um contato imediato do quarto grau...


Vamos imaginar que um belo dia você vá até o jardim e descubra [... um pequeno marciano. [...] - Digamos que a estranha figurinha erga os olhos e firme o olhar em você. [...] A questão é saber como você reagiria [...] Você não acha que ficaria um tanto espantado e curioso para saber quem era aquele extraterrestre e de onde ele vinha?


- Já te ocorreu alguma vez que você mesmo pode ser esse homenzinho de Marte? Ou um homenzinho da Terra, se você preferir. No fundo não importa o nome do planeta em que vivemos. O fato é que você também é uma criatura de duas pernas que vive andando daqui para lá num globo que vagueia pelo universo.

- E pode ser até que você esteja passeando pelo jardim e, em vez de dar de cara com um marciano, dê de cara com você mesmo. E pode ser que nesse momento você dê aquele grito de medo que daria se encontrasse um marciano. Isso para dizer o mínimo, pois afinal de contas não é todo dia que a gente se descobre um habitante vivo de um planeta que não passa de uma ilhota no universo.

 [...] ver uma nave espacial de um outro planeta significa um contato do primeiro grau. Quando vemos criaturas bípedes saindo de dentro dessa nave falamos de um contato do segundo grau. "Contatos imediatos do terceiro grau" [...] se chamava assim porque as personagens do filme tinham tocado em andróides de um outro sistema solar. Esse contato direto é o que chamamos de contato do terceiro grau.

- Mas você [...] você experimentou um contato imediato do quarto grau. Isso porque você mesmo é uma misteriosa criatura do espaço [...] Você é essa criatura misteriosa e a conhece como ninguém."

Então, você tem certeza que conhece a si mesmo a ponto de dizer que já teve um contato de quarto grau?

Alguns (eu incluso) tem a vontade de saber como são vistos pelo olhar do outro e, o que representamos, de fato, não é necessariamente aquilo que realmente achamos. O efeito da  existência coletiva não é o mesmo, muitas vezes, em todas as pessoas como achamos que deveria ser.

A relação de existência e de consciência de nossos atos e palavras vai além da interpretação própria. Tudo dependerá exclusivamente dos sentimentos, das idéias e situações interpretativas do receptor. O emissor que der margem a dúvida cria o pior caminho a ser traçado em sua mensagem, pois tende a levá-lo para uma rede complexa de esclarecimentos que podem gerar desgastes desnecessários a sua própria imagem.

Marcelo Poloni....
                            .... que também gostaria de ser John Malkovich e muitos outros mais... 

domingo, janeiro 16, 2011

Hipnose Criativa de Janelle Monàe

Estão todos convidados a voltar seus olhos para um futuro forjado no passado. Referências explícitas de seus conceitos visuais, temáticos e criativos são projetadas nos telões. Metrópolis de Fritz Lang tem trechos apresentados após o primeiro impacto visual e musical da noite: Janelle, tal qual na capa de seu álbum - The Archandroid, explica onde estamos, saudando a todos como andróides, e nos posicionando em seu imaginário futurista retrô. Os sentimentos de Cindi Mayweather - the alpha platinum 900 - a persona andróide, encarnada por Janelle, são humanos demais e constituem um crime naquela sociedade futurista, uma afronta. Convidados estivemos para embarcar em sua imaginação e ficamos hipnotizados por seu show em São Paulo no Summer Soul Festival.

Aqui vai o convite a você embarcar nesta jornada musical:

Janelle Monàe at São Paulo - Welcome Androids

 A qualidade não está lá grande coisa, mas dá para se ter noção de como foi enlouquecedora sua passagem pelo Brasil! Depois da apoteótica abertura, Dance or Die. Janelle apresenta no telão diversos rostos com pintura étnica e sai debaixo de uma capa preta que estava escondida de costas e inicia sua jornada musical pela soul e black music com links diretos a James Brown, Michael Jackson, Erica Badu e até Lauryn Hill, mas com uma levada mais pop conceitual, contagiando o público e criando um estilo próprio que lhe proporciona encabeçar a lista das novidades mais originais de 2010 e promessa para ser uma das grandes "super-novas" do que ouviremos por ai.

Janelle Monàe at São Paulo - Dance or Die

Não bastasse seu ritmo elétrico perfeitamente explorado em dança, coreografia e performances teatrais (Janelle chega "pintar" um quadro durante a apresentação) ela ainda demonstra claramente sua potencialidade vocal e deixa o público emocionado com a interpretação de Smile, composta por Charles Chaplin para o filme "Tempos Modernos" - que se encaixa perfeitamente no contexto de seu conceito.

Janelle Monàe at São Paulo - Smile

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

É praticamente impossível ficar imune a sua vitalidade contagiante em cena. Se o público presente não conhecia Janelle Monàe, saiu de lá com vontade de mais, muito mais. A energia não se esgota no mundo visionário desta "super-nova" do cenário musical e artístico. Quando você acha que ela se esgota em vídeos "retrô-futurista" ela lança uma "guerra" em cena - as batalhas de "Guerra nas Estrelas" são projetadas - o que hoje em dia não deixa de ser retrô também - enquanto ela faz de seu hit "Cold War" uma brincadeira de cantar, nem parece que existe um esforço vocal de tamanha naturalidade no palco. 

Janelle Monàe at São Paulo - Cold War

Todo o vigor de Janelle extrapola a cena aberta do palco e cai na platéia que, hipnotizada por performance, não resiste mais e se sacode toda com a vibrante canção - Tightrope - que a projetou nos EUA meteoricamente para a fama, com sua apresentação no programa do David Letterman. Não existem mais chances dos Andróides - todos nós - não demonstrarmos sentimentos humanos. Somos e seremos todos vítimas de uma contagiante era da mais nova Diva topetuda que, muito além de sua persona Cindi, deve caminhar para todo o canto do planeta com sua New-Soul-Pop-Black music. Sua criação ainda não não tem parametros. É única!


Janelle Monàe at São Paulo - Tightrope


Que uma outra "donna" se inspire e conspire com Janelle para uma parceria em seus novos trabalhos musicais. Será por princípio sensacional! E eufórico, na mesma proporção que o Show de Janelle foi, eu termino este relato de alma lavada por estar lá presente em 15 de janeiro de 2011.


Marcelo Poloni 

sábado, janeiro 15, 2011

VideoClipping 2010 - Janelle Monáe

Sim, ela está entre nós e hoje será sua noite de estréia na Metropolis Paulistana. Com visões de amores e desilusões robóticas estampadas em suas músicas, metáforas para uma constante mudança do mundo real para o virtual de atualmente, Janelle Monàe caiu no gosto popular e transformou-se na mais nova queridinha da América que vem ganhando o mundo. Considerada como um dos 3 melhores álbuns de 2010 pela revista Rolling Stone, hoje ela tem tudo para conquistar a grande Metropolis da América do Sul e dar um baile no melhor estilo de suas fontes musicais: Michael Jackson e James Brown.. E lá vou eu conferir o que teremos no ano de 2719 quando a "persona robô", encarnada pela cantora no show, é acusada de ter sentimentos humanos....

sexta-feira, janeiro 14, 2011

VideoClipping 2010 - Rihanna

Like I'm the only one that's in command
Cuz I'm the only one who understands
How to make you feel like a man
So boy forget about the world
Cuz it's gon' be me and you tonight
I wanna make your bed for ya
Then imma make you swallow your pride
Muita gente se incomoda com a meia voz de taquara rachada (?) desta cantora. Sim, não a conheço muito bem e tampouco sigo seus passos pelo universo musical. Muitos gostam, mas eu acho um saco a tal dança da sombrinha que a lançou pelo mundo. Sim, eu gosto de pop e o chiclete "por favor não pare a música" grudou e ainda faz muito pela esteira, bicicleta e exercícios diários! (rs)
Ano passado Rihanna conseguiu me surpreender! Este video para a música "Only Girl (in the world) superou minhas expectativas quanto a execução, criação e estética. Sim, também gosto da música, e ambos se completam muito bem num apelo visual-auditivo digno de estar no meu top10. Impecável na escolha das cores e tons que são eufóricos e estridentes como se saídos das madeixas da cantora! Que delícia observar o mundo naquele balanço do meio do vídeo!

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Estado de Graça

fonte: http://arteemterblog.blogspot.com/
Ela sempre está na minha cabeceira. Eterna Clarice Lispector empresta sua genialidade para inspirar e transformar pensamentos, considerações e ideais. No Natal por por completo "Água Viva" e já estou no caminho do portão de embarque para uma nova aventura literária em seu universo particular e ao mesmo tempo universal. 

Desde o primeiro que li, Uma aprendizagem/Livro dos Prazeres, me encantei com suas reflexões, metáforas e sentimentos expressos por suas personagens delicadamente construídas em uma eterna evolução. Fica na minha cabeça o retumbante capitulo onde a personagem Lóri narra a sua entrada no mar numa manhã qualquer de sua existência em busca de sua "completude". 

“Aí estava o mar, a mais ininteligível das existências não-humanas. E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fizera um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornara-se o mais ininteligível dos seres onde circulava sangue. Ela e o mar. Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.” (Clarice Lispector)

A vida muitas vezes nos coloca diante das mesmas situações e nos perdemos no mar de nossa complexa existência, dúvidas, desejos, dores e prazeres. Não há regra para se chegar a um porto seguro, atravessando ondas e ressacas, descobrimos neste mar de congruências e paralelos, existências que, assim como a nossa, estão na mesma rota. 

Logo descobrimos que teremos que enfrentar tormentas e desafios de um cotidiano que nos engole em remoinhos de palavras, sentimentos e aflições. No curso desta viagem, impossível ficar imune às mais diversas ondas, altos e baixos, de um percurso único que fazemos e que não tem volta. 

Saber olhar para trás, para baixo e para os lados, explorar sua margem, limites e ousar trazer a tona aquilo que acredita, que reconhece como sendo um importante tesouro, que por pouco não fica perdido no tempo e no mar da incompreensão, concede ao momento, ao instante único de consciência, o estado de graça. 

A partir daí, segue-se novamente rumo ao nascer do sol de mais um dia. E você sempre será eterno.

Marcelo Poloni

quarta-feira, janeiro 12, 2011

VideoClipping 2010

Quando fui apresentado a este videoclipe fiquei instantaneamente apaixonado pela mensagem, pela sensacional inciativa de trazer a tona muito daqueles sentimentos reprimidos por aqueles que não estão nos padrões - visuais, estéticos e comportamentais - que uma sociedade costuma cobrar e que o núcleo social mais próximo tende a querer impor. É um verdadeiro brinde a liberdade individual que, quando não fere a liberdade do próximo, tem todo o direito de ser vibrante, como uma explosão de cor de fogos de artifício.

Do you ever feel like a plastic bag
Drifting throught the wind
Wanting to start again
....
Maybe you're reason why all the doors are closed
So you could open one that leads you to the perfect road
Like a lightning bolt, your heart will blow
And when it's time, you'll know.

terça-feira, janeiro 11, 2011

Abrindo o Baú...

Resolvi testar hoje a possibilidade de encaminhar novos textos para o Blog diretamente da minha caixa postal. pois no trabalho não é possível editar as postagens diretamente. Usei este recurso com todo texto ou música que estava na caixa, na gaveta, na mesa. E tudo acabou virando uma nova postagem.

Depois de um dia melancólico, como toda segunda-feira, sem academia, que garantiria uma certa adrenalina, por preguiça e por ter recebido visitas, chegou a terça-feira do baú. No meio de tudo isso, Janelle Monae animou a festa e fez uma parceria com a data de hoje.

Noite cai e aqui estou eu tentando pensar numa arte para um banner e folheto. Inspiração nenhuma, confesso, até o momento apareceu. Depois de encarar "problemas domésticos familiares" não fica fácil começar esta semana com força e vontade para novos trabalhos, especialmente se a sua familia não colabora para seu sossego.

Não entendo algumas questões, algumas atitudes... fica aquele nó na garganta de não ser compreendido e de não compreender o que está acontecendo a sua volta..... muita coisa em muito pouco tempo, um baú de mal entendidos, a caixa de pandora ou a esfinge que me devora?


O que fazer para Entender?

Oráculo da Noite: a Oportunidade, o Impulso, a Chave

SALVADOR DALI 'couple with their heads full of clouds' (1937)
"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a Oportunidade, o Impulso, a Chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo." (Hermann Hesse)

Here Comes The Rain Again

Here Comes The Rain Again
Eurythmics

Here comes the rain again-
Falling on my head like a memory,
Falling on my head like a new emotion.
I want to walk in the open wind.
I want to talk like lovers do.
I want to dive into your ocean.
Is it really with you?
Chorus-
So baby talk to me
Like lovers do.
Walk with me
Like lovers do.
Talk to me
Like lovers do.
Here comes the rain again-
Raining in my head like a tragedy,
Tearing me apart like a new emotion.
I want to breathe in the open wind.
I want to kiss like lovers do.
I want to dive into your ocean.
Is it really with you?
*Chorus
So baby talk to me
Like lovers do.
Here it comes again.
Here comes the rain again-
Falling on my head like a memory,
Falling on my head like a new emotion.
Here it goes again.
Here it goes again.
I want to walk in the open wind.
I want to talk like lovers do.
I want to dive into your ocean.
It is really with you.
Here comes the rain again-
falling on my head like a memory,
falling on my head like e new emotion.
I want to walk in the open wind.
I want to talk like lovers do.
I want to dive into your ocean.
Is it really with you?
Here comes the rain again-
Falling on my head like a memory,
Falling on my head like a new emotion.

Oráculo da Tarde

"Na virada dos anos, normalmente, ficamos mais sensíveis a determinadas reflexões e ponderações sobre nossas vidas e sobre a forma como nos posicionamoss diante das coisas do mundo e da alma.

Agindo desta maneira existirá a possibilidade de transformacao de nossas proprias atitudes, visando construir e alcançar aquele nosso mundo ideal, que todos nos imaginamos em nossos corações e mentes."

Marcelo Poloni

Topetuda e Furiosa

Janelle Monae também está entre nós e está quase chegando o dia de assistir o show da nova diva em ascensão. Ansiedade toma conta e o show promete conforme consta Ricardo Calazans para O Globo:

"Antes de entrar em cena, Amy deu um bom tempo para o público absorver a furiosa apresentação de abertura, conduzida com rigor pela diva-em-ascensão Janelle Monáe. Só aparentemente o show da topetuda americana parece ser bagunçado e caótico como o da inglesa. Logo o público notou como ela é teatral, dramática - e eletrizante." (Ricardo Calazans - O Globo)

Desde as vésperas do meu aniversário do ano passado, junho, precisamente, que descobri esta garota e tal qual a diva do pop, perguntei: Who´s that girl??? Pois bem, assimilados todos os conceitos visuais, artísticos e conceituais de seus dois álbuns vislumbro uma das mais eufóricas promessas da música mundial.

Seguem alguns comentários a respeito desta minha nova mania:

"Janelle Monáe sai do gueto para assombrar os EUA: Coroado pela crítica de publicações como Pitchfork, Paste e o L.A. Times, o ambicioso The Archandroid adiciona uma nova dimensão a seu talento: mistura pop, funk, trilha sonora, rock psicodélico, jazz orquestral e canções pastorais em uma narrativa futurista que tem como ponto de partida o clássico de ficção científica Metropolis (1927), de Fritz Lang. É um disco conceitual como The Wall do Pink Floyd e The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de David Bowie" - Roberto Nascimento - O Estado de S. Paulo

Quer mais?

"Janelle Monáe foi apontada como uma cruza entre James Brown e Erikah Badu e, além de ser cantora e compositora, é bailarina e possui uma energia de coelhinho de marca de baterias. Ela assume um alter-ego – Cindi Mayweather - nos seus dois álbuns, todos cheios de conceitos que vão muito além da música, com inspiração no cineasta Alfred Hitchcock e no escritor Philip K. Dick." ( Bruno Felin - Noize, Virgula.com)

E o conceito de seu trabalho nos dois primeiros álbuns, segundo a própria:

"O conceito é algo entre o Neo, de 'Matrix', e o Arcanjo na Bíblia. Um mediador entre o coração e a mão", explica Janelle, que não gosta de se definir como uma coisa ou outra. "Tenho muitas dimensões. O que é uma atriz? Qual o papel dela? Até onde ela pode ir? Estou além da ditadura das fronteiras", argumenta. (KAMILLE VIOLA - O dia on line)

Não preciso dizer mais nada! Estou eufórico com essa garota!


Marcelo [Ciello] Poloni


VideoClipping 2010 - Matt Alber


I don't wanna fall,
I don't wanna fly
I don't wanna be dangled over
the edge of a dying romance
And I don't wanna stop
I don't wanna lie
I don't wanna believe it's over
I just wanna stay with you tonight

Descobri essa música, este cantor - pelo qual suspiro - em um videoclipe magnífico de letra melancólica, tal qual estou nestes dias, porém com a intenção de superação. Particularmente a interpreto muito além de sua letra em tradução literal. Está na minha lista de 2010 como uma das descobertas mais bacanas.

Deste álbum de estréia também estou apaixonado pela música The Song of Stars que é perfeita para uma viagem pelo infinito de cada um de nós.

Marcelo Poloni


Oráculo do Dia

"Usar os meios humanos como se os divinos não existissem, e os meios divinos como se não existissem os humanos."
Santo Inácio de Loyola.




If you ever get close to a human
And human behaviour
Be ready, be ready to get confused
And me and my here after

(Bjork, Human Behaviour)

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Amelie Again

Cada vez mais as "alegrias" e "desencontros" do dia-a-dia me trazem a personagem do filme como um estigma na pele da minha personalidade. Já havia comentado em outras crônicas que o filme "sou eu" em doses altas de similaridade cotidiana mas sem um final escrito e previsto, parando sempre naquele momento da dúvida.

O filme tem cor, é vibrante, de uma fotografia cativante. Personagens exóticos, excêntricos e um enredo que se desenvolve em Paris - meu sonho de consumo para ir com "alguém especial" andar de bicicleta e sentir a felicidade num dia de sol, numa manhã de primavera.

As sombras do meu passado geralmente tem tonalidades de diferentes intensidades, tal qual a célebre frase, cujo autor desconheço, ouvida no filme Copacabana: "A saudade é a sombra negra de um passado cor-de-rosa". Não me alimento mais das sombras pois sei que ficaram para trás e que, invariavelmente, vão me seguir pois são história. O sol está a frente na história e na minha trajetória e é para lá que, numa manhã de primavera, devo caminhar.

- A Rosa Meditativa 1958 - Fundação Gala - Salvador Dalí, Figueras -

Só fui embora.
E no fim daquela noite, decidi pegar o caminho mais longo para cruzar uma "rua"....
... Não é tão difícil cruzar a "rua" no final. Só depende de quem o está esperando no outro lado.

...E continuam sendo minhas noites de mirtilo.

Marcelo Poloni



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