sábado, abril 30, 2011

Corpo Negro em Brilho de Diamante


Lá do alto encontro o meu fascínio pelas mágicas luzes de um palco imenso. Descobri que gosto muito de observar do alto a geografia silênciosa das grandes jóias urbanas; metrópoles como São Paulo, muito além de seus problemas cotidianos e mazelas sociais.

Em vôo noturno sempre tenho uma sensação de tranquilidade diante das cores amarelo, laranja e vermelho de suas grandes avenidas, rotas de tantas vidas que, através de tantos caminhos, seguem como sangue vital por veias urbanas cintilantes. A cidade tal qual um organismo vivo. Pulsante.


Sim, parece e é clichè a moda de quem, mesmo indo e vindo diversas vezes nestas rotas aéreas, sempre se coloca na janela do avião para analisar algum contorno diferente de seus meandros vibrantes em luzes que mais parecem brilhos e reflexos de um grande colar de diamantes espalhados pelo corpo negro de sua noite.

Sempre existe uma emoção diferente quando da partida e quando da chegada. A esperança e a ansiedade na partida é diretamente proporcional ao conforto da volta e o reencontro daquele cantinho de mundo que é só seu onde se reina como soberano de suas vontades.

Sim, voltei pra casa. Logo mais embarco de novo, mas volto e a sensação será a mesma. Aposto.

Marcelo Poloni

segunda-feira, abril 25, 2011

O Erro e o Perdão

Todos os homens são passíveis de errar; e a maior parte deles é, em muitos aspectos, por paixão ou interesse tentada a fazê-lo.

(John Lennon)

Será que todos temos o direito ao perdão quando sinceramente reconhecemos nossos erros diante dos dilemas dos sentimentos e da perda de razão, dá lógica e dos sentidos? Novas etapas e novos caminhos podem ser abertos por abraços de reconhecida afetuosidade e carinho? Por ser por demais humanista e sonhador, e viva demais no mundo da Lua, eu acredito em laços fraternos que se renovam quando o sentimento é puro. Acredite. 

sábado, abril 23, 2011

Entre Portas e Janelas

Existem caminhos tão inexperados que te fazem refletir. Cheguei aqui, no cantinho do interior onde reside o núcleo materno da familia, despreocupado da vida, liberto de muitas amarras e confiante de que o sentimento da conquista recente, daquele beijo inexperado, cativado e retribuido em outros bejios, palavras, gestos e sensações, está amplificando sua magnitude. Esta porta está aberta para fluir todo o sentimento que me cabe e que vai além. Na casa do meu coração só existe uma porta por onde é exclusiva a passagem de um sentimento desta natureza.

Da janelas, e existem muitas, sentimentos de carinho, amizade, afeição, cumplicidade e respeito observam e admiram a beleza interior e a luminosidade que flui sem barreiras. Todos se encontram e trazem um pouco a mais nesta troca. Das janelas dos amigos à porta daquele que pode ser o "eterno", existe um infinito de situações, lembranças e emoções que fazem única a nossa vivência.


Houve um vendaval na sala e todas as janelas tiveram vidros quebrados. Quem observava sentiu rajadas fortes de sentimentos verdadeiros, puros. Um quase altruísmo para com este vendaval. Mas, assim como ele me entende, eu o compreendo por causa de nossa íntima e única passionalidade, em personalidades que talvez somente Clarice, possa traduzir em verbos e predicados.

Existem crônicas que não devem ser publicadas pois revelariam sentimentos arraigados a dificuldade de se amar e ser amado. Revelações não serão mais necessárias para preencher vazios e lacunas de sentimentos tortos. O passado sai pela porta da frente levando o vento leste, como um dia ele entrou, altivo e verdadeiro, e  poderá ficar na janela, quando toda a liberdade das verdades de cada um forem ditas pessoalmente e encerradas num abraço de uma nova etapa.

Eu esperarei de braços abertos.

quarta-feira, abril 20, 2011

Preciso daquilo que lhe Falta?


...Afinal eu Tenho!

Tenho um pouco de abstração e uma fruição constante que não se resume à arte. Tenho olhos para conexões textuais. Tenho boa percepção artística e visual. Tenho grandes esperanças. Tenho um pouco de tudo que é belo deste mundo na alma. Tenho o suficiente para lhe cativar. Tenho humildade de dizer que não sou simples (mas quem o é?). Tenho uma passionalidade nata que me devora. Tenho a tendência de me apaixonar depois de palavras concretas ditas em tardes de domingo com chuva e vinho. Tenho medo das expectativas e  ilusões destas tardes. Tenho o direito de contar que sofri por isso. Tenho que dizer muito mais, mas tais considerações soariam como desnecessárias e apanhadas de outro estilo que lhe falta. Falta muito para esquecer. Falta muito ainda para perdoar. Mas Falta pouco para encontrar o caminho que preciso para ir além. Preciso ver além. Preciso abrir janelas. Preciso ver o sol à minha frente e ver que atrás ficaram apenas as sombras das saudades daquele domingo vinte e três de janeiro de um ano ainda presente.

E agora um Talvez?

terça-feira, abril 19, 2011

"Próxima Estação: Paraíso"

A noite já estava plena naquela sexta-feira como outra qualquer. Conversa jogada fora em papo de botequim com o amigo. Não poderia ir além na madrugada pois já era hora de ir embora pela avenida de muitas ilusões, iluminada pelas luzes cintilantes de carros, letreiros e olhares, que o conduziriam ao metrô.

Já na plataforma foi surpreendido por alguém vestido com uma calça branca, tão alva quanto o sorriso que se antecipava em seu rosto. Olhares, a uma certa distância, se encontraram em portas paralelas. Eram sorrisos discretos e um clima de atrevimento no ar. Adiantou-se até a outra porta antes do desembarque naquela estação. Paraíso em sensações de troca e de vontade. Desejos.

Da plataforma seguiram juntos na escada, um atrás do outro, rentes, sentindo o perfume de tentação. Um livro na mão era a chave para o impulso de colocar-lhe a mão no ombro e, com certa rapidez, perguntar de relance: " - Gosta muito de ler?". Um singelo "sim" e um sorriso cativante de conquista para desacelerar o passo de ambos e, ali mesmo naquela estação, em meio a tantos outros que passavam, iniciaram uma conversa sobre ousadias.

Intensamente suas bocas procuraram um canto remoto e de pouco movimento para que se encontrassem em beijos quentes em meio a mãos atrevidas que passavam por dentre suas coxas. Tensão. Um momento para esquecer do mundo. Pronto, estava satisfeito pela conquista, poderia voltar para casa não sem antes obter o número daquele telefone para uma Próxima Estação.

Marcelo Poloni



Encontros | O projeto Encontros funciona desde 2010 nas estações Paraíso, Corinthians-Itaquera e Artur Alvim. O objetivo é transformar as estações do metrô em espaços culturais, com atrações gratuitas para a população. Na estação Paraíso o projeto mantém 600m² com palco, tela de cinema, exposições, totens, TVs, espaço infantil e aplicação interativa. 
+? cLiQuE -> [AQUI]

segunda-feira, abril 18, 2011

Noite Amanhece Dia

Noite Branca, 
Noite Insônia, 
Virada!
Noite Ópera,
Noite Clássica, 
Cantada!
Noite Língua, 
Noite Portuguesa, 
Falada!
Noite Escultura, 
Noite Pintura, 
Admirada!
Noite Dorme, 
Noite Acaba, 
Calada!


Dia Dança, 
Dia Balé, 
Movimento!
Dia Calor,
Dia Solar, 
Protejo!
Dia Alimenta, 
Dia Descansa, 
Atento!
Dia Alma, 
Dia Conversa, 
Desabafo!
Dia Termina, 
Dia Sonha, 
Alento.

Marcelo Poloni

Tudo merece e deve ter seu espaço em eventos como a Virada Cultural,  mas este ano foi uma overdose de shows de música e um fiasco em relação às instalações e eventos de integração pública baseada na convergência de diversas artes. Por que não trouxeram grupos teatrais e instalações grandiosas como em edições anteriores?

Onde estão: os anjos poetas franceses na Catedral da Sé? A ode ao fogo no Parque da Luz? A harpa monumental da Praça Ramos? O canto das sirenes da Praça do Patriarca? Enfim, senti falta. Meu protesto fica aqui registrado!

sábado, abril 16, 2011

L'eau d'un Ruisseau

Um lugar para ir com "aquele" que te fará amar intensamente cada minuto ao seu lado e que você assim também o faça. Que a troca seja tão profunda que ninguém ao redor terá importância. Apenas duas pessoas sentindo a brisa suave da primavera e de um encontro eterno. Infinitas palavras, doces recordações. É um álbum de familia a ser construído de sonhos: coração.



Sentiments songes


Souvent on s'fait des tours de manège à l'envers
On découvre l'amour, mais sans les belles manières
On s'invente des histoires, histoires de s'faire planer
On s'maquille la mémoire pour éviter de penser


C'est comme l'eau d'un ruisseau, ça coule sans s'arrêter



Hoje vou começar a lembrar de músicas do Eurovision Song Constest
Vou emoldurar sentimentos.
Colocá-los-ei em uma galeria de carinhos e saudades.


Marcelo Poloni


sexta-feira, abril 15, 2011

Passado Presente, e o Futuro?




No texto anterior estive nos tempos de criança voando no Balão Mágico, viajando para Plunct Plact Zum, pegando carona numa cauda de cometa pela via láctea e na estrada de pó de Pirlimpimpim. Agora avanço mais um pouco nas saudades e não poderia ser diferente. Vou  para um futuro pretérito de minhas recordações nostálgicas, líricas.

O tema ainda é a música pois a reciclagem atual, de sons passados, atualmente é quase em escala industrial. Antes que atirem a primeira pedra, não se engane, digo que não é uma critica a falta de novidade! Estou é gostando de relembrar no Presente, um passado gostoso! (Aliás, grande parte dos blogs que visito regularmente está nesta sintonia em algum sentido, mesmo que não faça sentido! Que maravilha, Uh Lah-Lah!!! Logo o Deee-lite baixa em mim também - isso sim que foi um futuro presente no passado!)

HURTS me cativa! E sem dó nem piedade trazem como referência gritante os sintetizadores das décadas de 80 e 90 com referências e bebendo de uma fonte chamada Depeche Mode. Muitos vão gritar! Muitos vão aplaudir! E eu? Bom, eu vou gostando sem muito o que questionar, hoje é sexta-feira! Brindemos ao Futuro que vai chegar um dia. E se alguém souber responder se este futuro já se anuncia, me avise! Vou achar bem bom descobrir e quem sabe eu vá "curtindo"... 

Talvez um possivel futuro esteja AQUI, em meio a TANTA COISA! boa para ler e passar um bom tempo de descobertas novas.


E o passado está aqui, guarado pela blingadem sonora de nossa recordação. 
(Depeche Mode, Strange Love)

Blogs Sintonizados: [Blogy*] [Forever Young] [Tpm de Macho] [Baú do Jamal]

E no presente: Hurts...

Marcelo Poloni


quarta-feira, abril 13, 2011

O Doce Jardim da Coruja e do Coração

Quando você menos espera, e depois do mundo ter dado muitas voltas, lá vem aquele som que você reconhece da infância, pelo carinho e pela simplicidade de seu conteúdo. Não adianta! Recordações serão sempre uma viagem ao sentimento "menino" que guardamos dentro de nós, mesmo que hoje as preferências sejam por outros sons e conteúdos. Ah, também soa como bobagem infanto-juvenil? Pode ser, mas não deixa de ser uma verdade e uma vontade de infância que buscamos por toda a vida. Aqueles que encontram não deixam de voltar ao passado para sentir e manter esta energia de sentimentos compartilhados. Cumplicidade juvenil em esperança de amores em sentimentos trocados, misturados, sem medo do que pode ser. Apenas deixando acontecer.


Tiê resgatou o Balão Mágico e trouxe em seu Sweet Jardim recordações de tempos de inocência, de amor puro, singelo e sem pressa. Hoje a Coruja e o Coração que nasceram daquele jardim do passado tomam nova forma e acrescentam outros sentimentos, outras alegrias e uma carga pessoal materna, de cuidado e de preparação para uma nova fase recheada de boas influências - sim! lá vem Jeneci, Petit e Tulipa (que agora parece estar mais próxima enquanto familia! Descobertas? Tempo de fazê-las).  Se você quer saber mais é só clicar aqui!

Tiê - Se Enamora e relembra que...


nossos sonhos sempre estarão num Balão Mágico.


Marcelo Poloni

PS.: se você quer saber como está o Toby, que eu sempre olhei com mais carinho, hoje em dia, clique aqui!

segunda-feira, abril 11, 2011

Un souvenir de joie!

Ahhhhhh... como é bom sentir o vento fresco no rosto numa tarde ensolarada. Sair sem compromisso com nada além de ir para não sei onde e se deixar levar pela vontade de descobrir! Ahhhhhhhh como é bom estar perto da vida intensa de cores e sentimentos. Fazer de cada minuto um tempo eterno de recordações.

Ahhhhhh para isso que serve o amor... para te fazer voar com os pés no chão. Ah Edith Piaf, que seja incrível a viagem, pelas ruas de suas canções... eternas, infinitas, como no vídeo abaixo que é pra lá de fantástico!

Marcelo Poloni


Même quand on l'a perdu,
L'amour qu'on a connu
Vous laisse un goùt de miel.
L'amour c'est éternel !

Tout ça, c'est très joli,
Mais quand tout est fini,
Il ne vous reste rien
Qu'un immense chagrin...

Tout ce qui maintenant
Te semble déchirant,
Demain, sera pour toi
Un souvenir de joie !

En somme, si j'ai compris,
Sans amour dans la vie,
Sans ses joies, ses chagrins,
On a vécu pour rien ?

domingo, abril 10, 2011

I Still Haven't Found...

Emocionante.



But I still haven't found
What I'm looking for
But I still haven't found
What I'm looking for




sexta-feira, abril 08, 2011

Famílias Rasgadas


Quando perdemos um pai, uma mãe, avós ou entes mais velhos entendemos que é o fluxo natural da vida e mesmo diante da dor da perda, com o tempo entendemos que era algo esperado e acalmamos nosso coração pelo tempo que passará.

Familias são o núcleo essencial de nossa vida. Tivemos, uma, invariavelmente. Papai, Mamãe e filhos ou algumas variações. Se a separações podem ser doloridas para um casal, refletido invariavelmente na prole, acredito que, na inversão da dinâmica da vida, a perda de um filho, ainda criança, ou mesmo já adulto, seja, talvez, uma das maiores crueldades da vida com os sentimentos dos pais.

Quando a inversão da dinâmica do fluxo da vida atinge fatalmente os filhos, e não aos pais, por uma causa que não seja natural ou acidental, a alegria perde-se para todo o sempre na memória que ficará em luto para todo o sempre.

Não há como minimizar a dor desta separação. 
Que aqui fique registrado meu luto solidário a todos vocês e se trouxer um pouco de alento:

Assim nasceram os anjos. Eternos.

Sei que não escrevi nada original e possivelmente muitos já o tenham feito, mas queria deixar registrado nas minhas crônicas este meu momento solidário e de profunda consternação diante desta tragédia.

Marcelo Poloni

ps.: Eu pouco soube lidar com a morte. Nunca quis ir a velórios de familiares. Sempre quis deixar registrado na memória lembranças da vida destes que se foram, até que um dia um "coração verde" contou-me a história de sua mãe e sua reação diante do fluxo da vida. Emocionado, comecei a rever a partir dali, minha postura diante desta dinâmica natural do fluxo da vida. Obrigado Sr. coração verde.



Agi-Tiê!

O final de semana chegando e uma maratona de eventos, shows e viagens a caminho. Oh Gosh! Eu que bem gosto de passar uma tarde "sussa" de domingo com amigo(s), sem fazer nada, tal qual camadas de lasagna repousando, uns sobre o(s) outro(s) no sofá, assistindo um filme, um show ou bastidores. Quando as emoções "casam" neste sentido, tudo pode ser perfeito e a intimidade leva à possibilidade de se emocionar sem medo, ou constrangimento, diante do(s) amigo(s) e eu, o faço com louvor! Da última foi um emocionante coreografia e cenografia do show LOVE do Circo de Soleil em Las Vegas com canções dos Beatles. Memorável é o mínimo a dizer. 

Mas este final de semana e os demais, tendem a ser o oposto. A linha de atividade, quase sísmica, que chega, entre eventos, shows e viagens segue o fluxo a partir desta sexta: Primos chegam de manhã -> Tiê à noite -> Cariocas em Sampa -> U2 e fila -> Jantar -> MAHLER Sinfonia nº 2 - Ressurreição -> Almoço com amigos -> Trabalhar/Malhar (é quase descanso!) -> Virada Cultural -> Trabalhar/Malhar -> Casa da Mãe (atividade sísmica!) -> Férias + Rio de Janeiro (atividade sísmica 2) -> Marcelo Jeneci -> Brasilia -> Trabalhar -> Evita -> "Mais Respeito que Sou Tua Mãe!"(como é bom conhecer a atriz da peça!) -> Paul Mcartney in Rio -> Férias 2 -> Aniversário! (37) -> Parada... ufa cansei!

Ai que eu nem contabilizei as atividades de rotina como cinema, visitar primos e receber amigo(s) paulistanos. Que venha logo o segundo semestre... com Julieta Venegas. Enquanto isso, quando não tiver nada pra fazer... farei uma lasagna... entre leituras, licores e pudins! Quem me acompanha?

Marcelo Poloni

ps.: Como eu amo o jeito fluido de escrever do Edu, cá estou eu meio que imitando-o em sua linha de tempo e atividades... Bjo pro C! e pro Mau também, para ser phino, educado e elegante!

quinta-feira, abril 07, 2011

Cupid Boy


Ele estava lá com sua camiseta regata, ombro tatuado a mostra. Suas têmporas marcadas por um suave grisalho indicava que tinha mais que trinta anos. Lá estava eu também, entre pesos, abdominais e flexões.

Ela que conversava comigo há tempos lembrou-me: "lembra daquele cara que te falei outro dia que eu achava uma gracinha?". Sim, com certeza! Rapidamente agilizei meu olhar para acompanhar a dinâmica da situação. Pedi que Ela fosse pegar um halter para fazer um exercício qualquer.

Ele a acompanhou com os olhos, eu acompanhei ambos. Ele percebeu qual era o meu jogo ali. Leve sorriso de ambas as partes. Ele foi fazer um outro exercício qualquer perto dos aparelhos de abdominais.

Ela voltou com o peso e contei-lhe o ocorrido. Sugeri que ela fosse fazer alguns abdominais extras, e foi! De longe, pelos espelhos, eu os observava. Ele claramente observava minha doce amiga oriental. Um bibelô perto daquele corpo atlético e definido.

Mudaram novamente de aparelhos de ginástica. Fui lá investigar e, rapidamente disse-lhe: "Vai, Ela quer conversar com você!" como um vento que assobiava em seu ouvido aquilo que ele precisava saber.

Bati minhas asas e desci no andar térreo para correr na esteira. Trinta minutos depois, passaram os dois por mim, conversando como se tivessem se encontrado há séculos naquele lugar e seus discretos sorrisos de canto de boca deream-me a sensação de missão cumprida.

Amanhã contarei onde foram os recém "flechados" pelo...

Cupid Boy

Marcelo Poloni

Cupid
by Amy Winehouse

Now Cupid if your arrow makes her love strong for me
I swear I'm gonna love her until eternity
I know that tween the both of us his heart we can steal
Cupid help me if you will so...

BloGays Ativar!


Nunca neguei e jamais renegarei meu lado humanista e agregador. Procuro sempre harmonizar e integrar as mais diversas pessoas e situações, seja no trabalho, na familia ou com os amigos. Não escondo de ninguém que sou homossexual e por isso mesmo, na empresa onde trabalho, ganhei respeito com humildade e perseverança. Outros foram chegando e, hoje, com esta total abertura, existe um convívio excelente entre a equipe. E isso se espalha. 

Hoje li uma "porrada" de textos em blogs, portais e outros veículos de midia, dada a enxurrada promovida por aquele desPoTAdo fanfarrão que usa indevidamente de um salário oriundo dos impostos que EU, gay, pago regularmente e que não se traduzem em direitos básicos como o casamento cívil para pessoas de mesmo sexo. Enfim, situação ridícula e vexatória para um país que se diz "do futuro". Nem preciso citar que aquela potência acima do México vai pelo mesmo caminho sendo contraditória em atitudes à sua condição "bastião-mor de uma demo-cracia peculiar" a ser imposta ao resto do planeta. 

Do outro lado do mundo, porém sempre pertinho de qualquer canto paulistano, numa terra chamada Pampublikong, de onde vem o Edu  - digitei o nome do seu blog sem ctrl+c, uhuuu!!- li hoje um rol de mitos sobre a homossexualidade no Brasil que fez uma conexão muito bacana e complementar com o que tinha lido no Farol de Reminescências do Dino, meu amigo, que diretamente de Austin, conseguiu em breves palavras traduzir a necessidade urgente dos GLBT de assumirem suas responsabilidades e sua sexualidade perante a mídia, a sociedade, a família e a si próprios - principalmente - para que possamos todos, ganhar, mesmo que com alguns espinhos, a luta contra o preconceito.

Não bastasse isso, feito um cowboy, e sempre ligado nos mais diversos assuntos da mídia, com o Muque de Peão, Luciano sintetizou muito bem os acontecimentos recentes e o revés que teve o caso do despotado fanfarrão falador de besteiras. Sua atitude foi deflagrou uma onda de apoio aos GLBT que, cada vez mais, estará presente na sociedade com naturalidade, fomentando ainda mais, em gerações futuras, uma liberdade de vida, que não foi possível no passado e que hoje, ainda, é limitada em termos de direitos cíveis, mas que abre caminho rumo a igualdade e respeito mútuo entre todos. Afinal, querendo ou não, somos todos: GENTE.

Termino com um trecho do blog do Dino:

"A mudança na atitude dos outros começa também com cada um de nós que não somos famosos. Todo mundo conhece um amigo ou tem alguém na família que é gay, ainda que não saiba. A maioria dos meus amigos não comunicou à família ainda que eles são gays, e não planejam fazê-lo, embora todo mundo saiba que essa tia solteirona passada dos 40 é biba. Só sai com homem e nunca traz namorada em casa. Quando traz, ela é mais homem que ele. Acredite: você não engana ninguém. Se a família soubesse, votaria em candidatos menos antagonistas com relação a gays, lésbicas e afins. Você só começa a cicatrizar depois que entra em paz com essa parte da sua vida. "

No mínimo coerente ao que se espera de "abertura" na mentalidade alheia e principalmente a nossa própria aceitação, condição inerente e particular para que possamos ser livres e dignos do respeito alheio enquanto seres, tão humanos, quanto quaisquer outros.

Marcelo Poloni

ps.: Por favor, ajude a pressionar o governo americano e preencha o abaixo assinado aquipara evitar que, depois de cinco anos de amor e compromisso, Josh e seu marido venezuelano Henry, ao lado, sejam separados pelo governo norte-americano - cerca de 36.000 outros casais passam pelo mesmo problema. Mais informações aqui!

terça-feira, abril 05, 2011

Brincar, de Viver

Existe um passado.
Existirá um futuro.
Penso no presente.
Meu eterno
"Brincar de viver".

Quem me chamou?
Quem vai querer
Voltar pro ninho
Redescobrir seu lugar...
Prá retornar
E enfrentar o dia-a-dia
Reaprender a sonhar...

Você verá que é mesmo assim
                      Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz "não"...
Você verá
Que a emoção começa agora
Agora é brincar de viver...
Não esquecer
Ninguém é o centro do universo  
Assim é maior o prazer..
Você verá que é mesmo assim
Que a história não tem fim
Continua sempre que você
Responde "sim"
A sua imaginação
A arte de sorrir
Cada vez que o mundo
Diz "não"...
E eu desejo amar
A todos que eu cruzar
Pelo meu caminho
Como eu sou feliz
Eu quero ver feliz
Quem andar comigo...
Vem!
Agora é brincar de viver!


Farei o meu melhor, como sempre fiz. 
Nem sempre vencerei 
mas não ficará na memória
O vento do arrependimento,
em saudade futura,
de lembranças passadas, 
por não ter tentado...

Marcelo Poloni

Força da Mata


O Vento vem e vai. Perde-se no tempo. Emudece o coração.
Traz o cheiro de mato depois da chuva. Terra nua.
Selvagem natureza que veio do interior.
Riqueza mineral em cristalina melodia.
Luz, cor em tempestade de sentidos.
Sentimentos.
Soltos.
Ao vento.

Meu vento sopra forte. Levará para longe a chuva em meus olhos e cristalina será a visão seguinte do arco-íris ao meu redor.

Poetisa da voz em sublime melodia, timbre que veio do Centro-Oeste, exótica referência que pulsa Brasil afora, Vanessa da Mata brinda hoje o blog em sua primeira aparição. Lembrando sempre que sua troca e colaboração com Marcelo Jeneci sempre será motivo de eufórica comemoração. 


Marcelo Poloni

segunda-feira, abril 04, 2011

Dos Ventos, A rosa


Tenho uma ventania dentro de mim que não tem explicação.
Simplesmente surgiu como a fagulha que fez o big-bang e vem se transformando como o universo.
Questionado do porquê deste remoinho que me consome, também não soube explicar.
Não tem direção. Vai e vem com o tempo e me joga à leste de sensações na volta ao sul,
tal qual uma nau errante de sentimentos, entre flores, licores e pudins.
Do perfume da rosa à doce essência vermelha, tem gosto de sentimento. Puro.
Nem sempre dá tempo de fechar a janela para que o vento leste desvie o caminho.
Ele sabe por onde entrar e se fazer presente. Imagens musicais.
Marcará no corpo a essência de um carinho, formatado de inspiração.
Gravará na pele, e não em areia, que se desmancha, um coração.
Ciclo infinito de recordações.
Venta pelo eterno de minha alma.

Marvin Gaye - Yesterday

Para o hoje, para o ontem e quiça para sempre.

Marcelo Poloni
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