sexta-feira, maio 13, 2011

Copa Europa de Canções

Música é um assunto muito pertinente nos cantos que visito por esta "blogosfera". Gostos são variados, sempre, e expressam um "muito" de nossa personalidade em um misto de sensações diferentes pelas canções, melodias, letras e acordes. Não sou perito e tampouco faço uma análise fria de qualidades sonoras para tecer qualquer comentário. Se ouço e gosto, vou ouvir de novo. Se ouço e não gosto de primeira, existem ainda possibilidades e outras chances e não é raro isso acontecer e me apaixonar numa segunda ou terceira audição.


Um dia, trocando de canal, lá pelos anos 90, em um sábado a tarde, encontrei um programa na RTP (Rádio e TV de Portugal). Parei para ver o "globo de ouro" ou "ídolos" da Europa toda em uma única apresentação: Eurovision Song Contest. Descobri naquele momento um canal de novidades sonoras desde as bacanas e descoladas até as a mais toscas e engraçadas. Do étnico ao pop, uma gama enorme de estilos tão variados que despertam a curiosidade mesmo que seja apenas para rir. Existe sim um ar cafona mas é intrigante como não consegui daquele momento em diante deixar de ver o show. Todo mês de maio é a mesma coisa: um país ganha e é sede da premiação no ano seguinte.
Talvez meu nascimento tenha sido embalado por uma canção que já ganhou tal concurso: Waterloo do ABBA, levando a Suécia ao topo da fama mundial inclusive. Todo ano acontecem reflexos do Eurovision pelo mundo: 2009 promoveu uma música turca, não vencedora, às paradas no Japão. Ano passado a deliciosa pop fofa "Satellite" da Lena levou o show para Alemanha este ano. Em Dusseldorf se apresentaram terça e quinta 38 canções de onde foram escolhidas por voto popular via telefone (de todos os países participantes) + juri representativo de cada país, as 20 melhores (10 em cada semi-final). 

No sábado a final será com estas 20 "escolhidas" + 5 dos países que fundaram o concurso: Reino Unido, Espanha, França, Itália e Alemanha concorrem com Finlandia, Bosnia & Herzegovina, DinamarcaLituania, Hungria, Irlanda, SuéciaEstôniaGrécia, Rússia, SuiçaMoldáviaRomeniaAustriaAzerbaijão, Eslovênia, Islândia, Ucrânia, Sérvia e Geórgia

Sim, existem alguns regionalismos e votações mais por países "amigos" do que pela qualidade musical, contudo, no final das contas e telefonemas, acaba prevalecendo a escolha popular geral de todo um continente em busca de "sua identidade" sonora numa festa de diversos ritmos em apresentações bacanas e outras nem tanto afinal, ali é a mistura de diversos gostos, de diversos povos, culturas e sentimentos. É a Copa Europa das Canções.
Tenho minhas apostas e às vezes quebro a cara mas, vai lá: França, Hungria e Grécia ficam no meu Top 3. A França já apresentei aqui, é o Sognu de Amaury Vassili. Hungria apresenta uma dance music chiclete num misto de Celine Dion com Madonna e a Grécia tem a ousadia de colocar um Rap com canto lírico, no mínimo inusitado. Adoro acompanhar esse lado "exótico" da Europa já que estamos acostumados a sê-lo por natureza enquanto nação brasileira. 

Se você quiser assistir nos canais da tv paga: RTPi e TVe apresentam o show a partir das 16h de sábado. Na internet http://www.eurovision.tv/esctv/future?program=24953 e sites de Tvs européias online como a TV da Romênia http://www.tvr.ro/live_tvri.php (e sendo uma língua latina, não se assuste em de repente começar a entender o "romeno" dos apresentadores!). Ah, o show é a segunda maior audiência anual da Europa e não há playback.

Marcelo Poloni

blue2

e se você chegou até aqui... olha ai a boyband - Blue - que representa o Reino Unido com a musica "I can". Inspirador?

quarta-feira, maio 11, 2011

O caminho das pedras brancas


 O encanto que alguns lugares promovem e estimulam nosso desejo de conhecê-los pessoalmente pode ser adquirido de diversas maneiras: jornais, revistas, filmes e livros, entre outros.  Entretanto, como considerar uma viagem para uma cidade onde existe um desgoto muito grande pelo poder e corrupção que emana dos representantes que nós mesmos escolhemos por voto popular? Sim, fui a Brasília. Aceitei o convite, já feito inúmeras vezes, do meu amigo Chris.

Depois de muita relutância segui adiante pelo caminho daqueles muitos que lá chegaram quando da sua construção e fundação por JK. Sua história, e suas lendas, já foram até retratadas em exposições e desfiles de escolas de samba mas, o grande valor que busquei nesta visita, desprovido do asco típico ligado à política, foi o encontro com a forma e a arquitetura de uma cidade projetada para ser a capital nacional.

Descobri que o reflexo dos raios solares sobre a cidade e, principalmente, sobre as grandes obras arquitetônicas de Niemayer, no plano urbanístico de Lúcio Costa, provome um paradoxo muito grande de sensações.

Existe uma beleza geométrica de ângulos, dos mais variados, entre sinuosidades orgânicas realizadas com concreto pintado de branco. O sol contribui muito para deixar os olhos vibrantes nesta mistura entre as "grandes pedras brancas" e o céu, de um azul cintilante, ora bordado de nuvens claras.

Ao mesmo tempo, a aridez de um chão desprovido de verde traz hoje, muito além daqueles sentimentos futuristas-funcionais das décadas de 1950 a 1970, um desconforto sensível ao corpo. (esta sensação está gritante no entorno da Biblioteca e do Museu Nacional). Sinto o mesmo ao caminhar pelo Memorial da América Latina em São Paulo. Talvez o clima prejudique ainda mais nesta questão.

O vazio, caracterizado pelo chão de concreto no entorno das edificações, pode ser justificado pela necessidade de espaço para a sua completa admiração, entendimento artístico e arquitetonico global.

A projeção da obra e sua magnitude no ambiente seria tolida por um conjunto natural e orgânico, não restrito a gramados, em sua concepção urbana? Acredito que não, vide o parque do Ibirapuera em São Paulo. Independente de problemas desta natureza, existe sim, um valor artístico imenso agregado a este conjunto único de formas espalhado pela capital do país.

Muito além da dança mágica entre as formas erguidas do chão e o céu, de azul intenso ou bordado de nuvens em formas diversas - existe um segundo ato no bailar da impressões visuais: o mosaico de cores, um caleidoscópio de luz, através dos vitrais e no interior de alguns lugares como a Catedral de Brasília e a Igreja de Dom Bosco.

A simplicidade do conjunto é recortada pela intensidade dos raios luminosos projetados em cores e brilhos espalhados pelo ambiente e projetados para a eternidade como símbolo do encontro do homem com uma força maior, o que a maioria chama de Deus, mas eu prefiro chamar de: "um pensamento bom" que me acompanha enquanto índole, caráter e simplicidade de sentimentos pelo próximo.

Há também que se considerar o que não seria obvio de acontecer e ver: encontrei minha tribo e não foi no Memorial dos Povos Indígenas mas num festival se sorrisos que viaja no campo da alegria com um furgão que parece saído de um filme sobre a era de aquário. E lá estava eu no festival de palhaços e palhaçadas do Sesc.

Vale contar também que eu costumo perseguir exposições de arte. Perdi a exposição sobre o Islã no Rio, deixei de vê-la em São Paulo mas encontrei o caminho do oriente no CCBB de Brasília.

Também tive a grata surpresa de encontrar a exposição sobre o centenário de Margareth Mee, enredo da escola de samba Beija-Flor, em 1994, com suas aquarelas sobre a flora brasileira cuja suavidade nas pinceladas é quase divina.

E para finalizar um jantar filosófico entre vinho e sincretismo religioso para a descoberta de novas possibilidades para quem assim as deseja com a intensidade de um momento único, tal qual um por-do-sol que não repetirá seu jeito de ser no dia seguinte.

Ainda voltarei por este caminho das pedras brancas...

Marcelo Poloni

* Itamaraty, em tupi, siginifica Pedra Branca.

* Existem outras tantas fotos mas fica inviável de colocá-las aqui. e por isso mesmo convido-os a visitar meu [ÁLBUM] no  picasa.

domingo, maio 01, 2011

Os dias vão pra nunca mais...

Existem coisas misteriosas que você jamais vai entender mesmo com sessões intermináveis com seu terapeuta. São Sentimentos em árvores que, ao bater de um vento forte, caem como folhas secas e repousam sobre seu jardim. Éden de emoções, o jardim de Marcelo Jeneci florece em múltiplas camadas de flores e cada qual com um perfume diferente.

Poderia tecer palavras e mais palavras, adjetivos e predicados, sujeitos a serem redundantes na minha total entrega ao seu carinho musical. Assim está bom para definir: Carinho musical.

Em agradecimento pelo show não deixei por menos e dediquei-lhe um carinho no facebook: "confesso-te: és um gênio de sentimentos musicais! sentimento do show de sábado!" e assim foi mais um dos "dias que vão pra nunca mais" - verso de uma de suas músicas e que eu particularmente me sinto completamente entregue.

Não poderia deixar jamais de citar a Laura Lavieri, que divide vocais com o Jeneci. Ela é de uma doçura e suavidade na voz que transforma qualquer melodia e letra em algo tão bonito e gostoso para se ouvir como se estivéssemos passeando numa tarde primaveril de domingo por um parque ou num campo. Ideal para curtir a dois numa viagem rumo a um por-do-sol infinito de sensações. A entrega de ambos a essa simbiose musical é perfeita no encontro de suas vozes. 

E como aqui são saudades, ficam alguns versos a ecoar nas veias, no coração e na alma....

Da Felicidade: Tem vez que as coisas pesam mais... Do que a gente acha que pode aguentar,...Nessa hora fique firme pois tudo isso logo vai passar,...Você vai rir, sem perceber, Felicidade é só questão de ser...

Pra sonhar: O que era sonho se tornou realidade,...De pouco em pouco a gente foi erguendo nosso próprio trem,...Nossa jerusálem, nosso mundo, nosso carrossel,...vai e vem, vai e não pára nunca mais.

Por que nós?: Sempre tem gente pra chamar de nós....Sejam milhares, centenas ou dois. Ficam no tempo os torneios da voz...Não foi só ontem, é hoje e depois... São momentos lá dentro de nós... São outros ventos que vêm do pulmão... E ganham cores na altura da voz... 

Jardim do Éden: E eu... Pensando em você....Sonhando um lugar pra nós... Invento a verdade e muito mais....Xanadu, Shangri-lá, Jardim do Éden, Paraisópolis... 

Porque você não vem?

Marcelo Poloni

tem mais Jeneci [AQUI]! e também ouça aqui...  


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