quinta-feira, março 31, 2011

Taken By A Stranger


Ela é uma fofa. Sua voz é uma delícia. Lembra muito algumas cantoras nacionais desta nova geração. Ano passado ganhou o concurso europeu de música e levou pra Alemanha a edição de 2011. Como não poderia deixar de ser, o país apostar em mais do mesmo e ela volta para representar de novo a Alemanha. Será que leva o Bicampeonato? Não ouvi os concorrentes todos. mas já gostei demais das canções da França e da Itália que logo aparecem por aqui. Por enquanto fiquem com ela.

Germany 2011: Lena - Taken By A Stranger



You got some coffee on your collar
And you forgot to comb your hair
I can't wait till I do better
You're here and I don't care
Can't help it if you like it 'cause I won't be here tomorrow
No one ever told you that you wouldn't be rejected

Taken by a stranger
Stranger things are startin' to begin
Lured into the danger (Danger is a risky business)
Trip me up and spin me round again

quarta-feira, março 30, 2011

Flores de Além-Mar


Se sou tinta, Tu és tela

Se sou chuva, És aguarela
Se sou sal, És branca areia
Se sou mar, És maré cheia
Se sou céu, És nuvem nele
Se sou estrela, És de encantar
Se sou noite, És luz para ela
Se sou dia, És o luar

Sou a voz Do coração Numa carta Aberta ao mundo
Sou o espelho D'emoção Do teu olhar Profundo
Sou um todo Num instante, Corpo dado Em jeito amante
Sou o tempo Que não passa Quando a saudade Me abraça

Beija o mar O vento e a lua
Sou um sol Em neve nua
Em todas as ruas Do amor
Serás meu E eu serei tua

Todas As Ruas do Amor
Composição : Pedro Marques


Flor de Lis, grupo português, interpretou essa canção de letra sensível em 2010 no Eurovision Song Contest em Moscou. Ficou marcada na minha memória em versos que costumo transformar em prosa no dia-a-dia. Mesmo parecendo um jogral de colégio não deixa de ter seu valor e meu respeito. É doce, é suave e fez do hoje um dia mais feliz no meu ir e vir pelas ruas da metrópolis paulistana.

Madredeus também está de volta ao meu playlist junto com outras canções retratadas em emoções memoráveis. "Haja o que houver", do álbum Paraíso, é um hino para àqueles que entendem o valor da espera e a sua redenção, da saudade latejante de emoção. A interpretação de Teresa Salgueiro é memorável e, mesmo quando revisitada por Zizi Possi e sua filha Luiza, continua cativante aos meus ouvidos.
De lá da terrinha para cá em terra Brasilis, a presença portuguesa também já foi sentida em diversas oportunidades e colaborações. Nossa, e deles também, Eterna Diva Carmem Miranda abriu o caminho para muitos que vieram depois. Dulce Pontes e Daniela Mercury encerram esse meu caminhar pela sonoridade de nossa língua mater, que, em essência, letra e poesia, jamais será superada por qualquer estrangeirismo típico de nossos "tempos modernos" em nossa socidade consumidora de "perfumes".
http://i.ytimg.com/vi/1Raemmdqi5g/0.jpg

Quem é ateu E viu milagres como eu
Sabe que os Deuses sem Deus Não cessam de brotar,nem cansam de esperar
E o coração Que é soberano e que é senhor
Não cabe na escravidão Não cabe no seu não
Não cabe em si, de tanto sim É pura dança e sexo e glória
E paira para além da história...

Quer mais música? Eu recomendo o EnTHulho Musical!
Quer mais Eurovision? Tem o Janelão que eu recomendo para abrir a mente e os ouvidos à outros sons...


Marcelo Poloni
Ps1: Não tenho nada contra músicas em outras línguas, gosto muito delas e as ouço constantemente, cada uma tem seu valor, tempo e acontecimento.

Ps2: Relato de como estamos fadados ao consumismo e ao esquecimento gradual de nossas origens, língua e história.

Ps3: Me cansa e já tenho preguiça de argumentar àqueles cheios de "achismos" pensantes que Daniela Mercury se reduz apenas a axé music (olha o estrangeirismo!!! ehehe) .


terça-feira, março 29, 2011

Café da Manhã em Plutão



Você já sentiu a necessidade de encontrar um passado escondido? Já pensou que sua vida, que já seria complicada, pode ser ainda mais e, mesmo assim, você nunca desistirá de suas convicções, suas certezas e seu destino? Venha tomar um "Café da manhã em Plutão"....e descobrir um daqueles filmes que ultrapassam os limites do preconceito, do medo e da ousadia!

A questão principal do filme é, muito além da busca pela mãe, o encontro de sua história pessoal e a formação de um núcleo familiar próprio que, mesmo não sendo exatamente o comum "papai,mamãe e irmãos", surge com resgate do ser humano em se sentir como parte de um processo social já arraigado no dna de cada espécie.

Eu acredito na essência do que significa "família". É o núcleo primordial da sociedade e mesmo que esta não seja perfeita, ainda assim, se faz necessário para que possamos ter os primeiros passos e sair do "ninho", tal qual pássaros, e seguir seu caminho com suas próprias asas.

Eu não tive um núcleo familia tradicional. Não conheci a figura do "papai". Filho de mãe solteira, que trabalhava noutra cidade, tive a infância cercada pela figura do avô, da avó e da tia, que tornava-se, durante a semana, a figura materna presente. Hoje não tenho mais avós, minhas "mães", já aposentadas, ainda moram exatamente lá onde cresci no interior de São Paulo e eu sozinho aqui na capital. A ruptura aconteceu há 11 anos e serviu para que pudesse bater minhas asas e descobrir o mundo por minha conta e risco.

Os dilemas familiares sempre existiram e sempre existirão. O respeito que tenho pelo núcleo familiar, seja lá qual for sua estrutura, moderna ou tradicional, é grande. Quem nunca teve a sorte de ter "berço" e que possa, nos tempos modernos, ter condições, principalmente financeiras e afetivas, de iniciar um novo núcleo, possívelmente o fará, provendo a novos "pássaros" um futuro com melhor sorte que o seu passado.

Marcelo Poloni

sexta-feira, março 25, 2011

Umidade Relativa: Edmundo


Nem precisava pedir muito...

Lá no meu passado, quando assistia futebol com mais paixão, torcendo pelo Palmeiras com muita garra e dedicação herdadas pela tradição familiar, ele também marcava a área noutro tipo de entretenimento. Domingo era dia de clássico. Domingo era dia de Cartão Verde com o Juca Kfouri, Armando Nogueira, Flávio Prado e José Trajano. Debate de esporte em geral e sempre com uma dose maior para a "paixão nacional". Seus lances e sua ousadia, além de seu jeito "esquentado" e brigão também ganhavam destaque no debate. Na minha cabeça outros pensamentos, além daquela falta ou daquele impedimento que não houve! Imaginem depois de um tempo quando eu entrava num provador de roupa masculina em algum "magazine" lá do interior e encontrava aquele poster das cuecas Zorba com ele? Tensão! Passe livre nesta sexta-feira para o "Animal", sempre Edmundo.

Hummmm! alguém mais pra entrar na barreira?





Fragmentos...

...de um carnaval passado.

E lá estava eu saindo daquela pista de dança, um último beijo perdido na porta e no caminho para a calçada. Quando olho à frente, lá estava ele novamente. Desde o primeiro encontro, seus olhos cativantes e sua fala carioca cheia de ginga já haviam marcado terreno. Um assobio ligeiro na madrugada para chamar-lhe a atenção. Parado, me esperou chegar junto em um beijo selado, profundo, marcante outra vez. Era o convite para ir naquele bar de fim de noite comer um pedaço de pizza no balcão. Não precisou muito e lá estávamos conversando sobre tudo entre beijos maliciosos. Aqueles lábios não paravam de chamar os meus e, seus olhos, em brilhante verde, faziam a sedução ser completa. Jogo gostoso de conquista cujos fragmentos ficaram registrados em um pedaço de guardanapo. Números da sorte? Números de um futuro caminho pelas ruas de Ipanema.

Marcelo Poloni

ps: a pizza no balcão é ótima! eu recomendo!

quarta-feira, março 23, 2011

Eterna: Elizabeth Taylor

Ou simplesmente Liz, como a chamamos carinhosamente, pois sua presença através da arte nos aproximava sempre mais de sua e da nossa realidade. Das grandes divas, divinas e eternas, ela, que resistiu até hoje, entrou para a minha memória com sua marcante Cleópatra. Meu gosto por filmes históricos vem de herança familiar que lá no interior, em São José do Rio Preto, deve estar tão triste quanto eu por esta perda de hoje. Tudo bem, não somos eternos. Um dia aconteceria. Para sorte nossa seu trabalho não é efêmero e estará eternamente registrado na memória que pode ser revisitada em filmes, arte pura de um período romântico do cinema.

Finalizo minha homenagem com uma série de fotos para já matar a saudade de sua presença entre nós, mundanos a bailar pela vida.





Vik Muniz eternizou-a com Diamantes
 tão brilhantes como sua memória em cada um de nós.

O Adeus à Rainha


Minha homenagem àquela cujos olhos violeta seduziram impérios, do Egito à Hollywood.

Elizabeth Taylor
1932-2011

"O problema das pessoas que não têm defeitos é que, com certeza, têm virtudes terríveis."

"Sou uma sobrevivente, um exemplo vivo das dificuldades que as pessoas precisam enfrentar para sobreviver."

"Eu descobri que não são as circunstâncias nas quais somos colocados, mas o espírito com o qual as enfrentamos, que constitui nosso conforto."

"Tudo me deixa nervosa, exceto fazer filmes."
Elizabeth Taylor

segunda-feira, março 21, 2011

Blinding Lights


Eles estão a caminho! Muito em breve estarei lá no estádio fazendo coro para Muse + U2. Algumas músicas marcaram o tempo que passou e outras tantas ainda tem espaço para nosso dia-a-dia nesta loucura da megalópole paulistana, em perfeita sintonia com City of Blinding Lights que, hoje, marca a estréia da contagem regressiva para o show.




São Paulo


De todos os sentidos, De todas as realizações. De todos nós.






Desde que aqui cheguei transformações profundas aconteceram. Deixei o garoto mimado na lembrança da mãe que mora no interior. Encontrei amigos de outros tempos e fiz outros tantos que promovem meu coração em alegria.




Encontrei e perdi amores em paixões pelo tempo. De namorados fiz alguns amigos. De alguns amigos fiz alguns namorados. Não quis magoar mas talvez tenha feito sem querer. Fui magoado outras vezes mas perdoei e também fui perdoado.







Da vida conheci o mistério de vários olhares, de várias vênus, de várias tentações. Não sabia, e talvez nunca saiba direito, a lidar muito bem com sentimentos, mas aprendi a lutar por aquilo que acredito e quero. Se venci ou perdi, fez e fará parte do cotidiano de nossa vivência social.




Desabafei e aprendi que preciso fazê-lo quando em angústia e assim descobri com quem posso contar mas também estendi meu ombro, meu colo e meu carinho àqueles queridos de todas as horas que passam por situações difíceis. Conheci o Rio e lá encontrei um porto seguro de amigos que vieram de vários lugares do Brasil. Foi uma verdadeira escola, de samba, de emoção, de carinho e de companheirismo.





Fui para longe realizar alguns sonhos de além-mar e encontrei outras cidades, megalópoles de outras línguas, de outras sensações, de outros temperos, de outras imaginações. Não fui óbvio nas minhas escolhas e resgatei imagens do passado para chegar ao Oriente. Atravessei da Europa para a Ásia e de lá fui a África. Conheci antigas civilizações.




Não me gabo ou ostento, como muitos fazem, pois foi resultado de uma conquista de muitos anos e não apenas uma simples travessia com recursos de fácil ganho. (quer conferir mais? Pra lá vou eu! meu outro blog... parado no tempo passado).








Assim eu vou, tal qual Caetano cantou, sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos. Eu quero seguir vivendo, amor! Eu vou...




Marcelo Poloni






City Of Blinding Lights

[...]


I've seen you walk unafraid


I've seen you in the clothes you made


Can you see the beauty inside of me?


What happened to the beauty I had inside of me?




And I miss you when you're not around


I'm getting ready to leave the ground




Oh you look so beautiful tonight


In the city of blinding lights




Time... time Won't leave me as I am


But time won't take the boy out of this man













Olhos de Aviador


Ele foi para um centro comercial  a procura de seu novo brinquedinho de falar e ouvir. Vestia seu jeans cinza  lavado, camisa xadrez verde e sua bota. Estava na companhia de um amigo. Passando por muitas lojas, muitas vitrines e muitos olhares. Gente bonita, elegante e nem tão sincera assim....

Ele passou por um casal aos beijos. O macho da relação de frente para o corredor e a fêmea se entregando a sedução daquele calor. Ele olhou a cena e o macho do beijo olhou também e sem findar o beijo o acompanhou com o olhar até que se perderam de vista. Parecia que queria algo mais ali naquela entrega.

Sem muito o que fazer naquela situação, foi caminhando com o amigo, que pasmado com a ousadia, para seu puritanismo público afetivo, precisava ir ao mictório. Ele ficou na espera ao lado de um outro sujeito, barba por fazer, rosto másculo, muito similar ao salvador Malvino.

Ali parado sentiu um excesso de proximidade, um excesso de cheiros e sentidos. Não mais que aos poucos aquele braço e ante-braço de pelos macios estavam mais próximos e roçavam ligeiramente nos seus. Pelos ouriçados, segredos velados, namoradA a caminho, saindo por aquela porta e deixando um vento entre eles. Uma ligeira olhada para trás revelava o que seria se o tempo o deixasse "livre".

E Ele foi além e entrou numa loja de óculos com seu amigo. Não era seu foco principal fazer qualquer compra ali. Já tinha visto que seu rosto se encaixava bem em um aviador e eis que surgiu quem poderia, com conhecimento de causa e de vendas, oferecer-lhe um conselho "amigo". Foi já dizendo: suas maçãs do rosto são altas, seu nariz mais fino, precisa de um modelo com uma volta menor para que ao sorrir ou conversar não levante o óculos do rosto.

Ofereceu-lhe um modelo e comentou: "ficou ótimo, deixou sua face com um ar mais sofisticado. Veja agora este outro aqui!". Óculos no rosto. Modelo muito bacana também. Entre os dois um preço diferenciado. Poderia ter-lhe enganado dizendo que o mais caro tinha ficado melhor. Não o fez. Disse: "este aqui, [ mais barato ], encaixou perfeitamente, deixando sua atitude ainda mais sensual (ênfase no olhar). Já reservei um para mim também, para minha viagem."

Sem jeito com aquele olhar malicioso que o encarava, Ele perguntou: vai para onde? Recife, respondeu... e o papo fluiu por algum tempo mais. Na hora de ir embora, o golpe final: "Fico aqui na parte da tarde, até as 22hs, meu "celular" está no cartão, ligue para conversamos mais..."

E Ele foi embora para, durante a semana, embarcar na onda daquele aviador de tantos óculos...

Marcelo Poloni

sexta-feira, março 18, 2011

Umidade Relativa

Ah se eu pudesse colocar
outras fotos "Intimas"

Hoje, para animar a sexta-feira ainda mais e, relembrar de um passado gostoso, e acrescente uma boa dose de gostoso nisso!, fiquei pensando sobre essa nova mania na tv paga de assistir novelas antigas que, por sinal, estão bem atuais. Não mais que do nada ELE surgiu na minha lembrança, e na Intima também (lembram daquela revista que se propunha a fazer ensaios sensuais bem explícitos?). Então ele, que foi um dos ícones da minha adolescência e juventude com altas doses de pensamentos libidinosos escondidos, que posou para essa tal revista, veio dar o ar da graça por aqui para aumentar a umidade relativa do ar com altas taxas de calor e tentação: Humberto Martins.

Fica a pergunta: Quem eram seus desejos libidinosos secretos da TV na juventude?
Minha lista ainda vai longe! Mas ficará para a próxima sexta-feira de alta umidade relativa.

Humberto Martins em 1994. Perdição! 

Humberto Martins 2011, 49 anos de Tentação! 

Humberto Martins em agosto de 2010... não preciso dizer nada. A bermuda é bem bonita não é?


Sexta-Feira A B S O L U T A

Ela cresceu!
Ela evoluiu!
Ela voltou!
Ela está 
A B S O L U T A!

Nossa verdadeira DIVA!

Sem querer comparações: Leite Gagá, Tristinha sem Eira nem Beira e Shitney Spirro ficarão na poeira deste cometa musical. Nossa Xena do Agreste cruzará o país de rabo a cabo divulgando sua mais recente música e lançou no dia de São Patrício o videoclipe oficial para Menino Sexy! 

Efeitos especiais modernos em 1/2D para deixar Avatar no chinelo. Figurino deslumbrante, requintado e poético que mistura peles, couro, toques indianos, africanos, modernos e com um ar sado-masô! Jean Paul Gaultier vai ficar louco de inveja por não ter feito algo assim para Madonna! 

Acalmem-se todos! Olha o alvoroço! Ainda tem alguns "meninos sexys" no vídeo! É Lusho, Poder e Glamour! E ela canta!!!! Estou pretérito-mais-que-perfeito nesta sexta-feira que, ufa, chegou!.. hora de descontrair!


AI MINHA NOSSA SENHORA DA BICICLETINHA... 
DAI-ME EQUILÍBRIO!

quinta-feira, março 17, 2011

St. Patrick's Day

Vamos comemorar!?!?!?!?

Essência e Perfume


Eu olho e continuarei olhando...contudo também passei a olhar para o lado e para frente, realizando e querendo o melhor para mim e para quem eu gosto. Sei o que quero para meu futuro e vou a luta.

Quero essência! Não, não quero perfume, que vai com o tempo e se perde na multidão. Essência fica, marca, tem presença e atitude de ser mais. Já disse exatamente isto para uma pessoa.

Gostar de alguém é saber entender-lhe em seus mistérios, em seus segredos, por completo, e isso não é invasão. É conhecimento para resgatar sua essência, de encontro com sua alma, com seu coração.


Reconheço que esta situação ultrapassa alguns limites da minha racionalidade e daquela comum ao ser humano que, por praticididade, comodismo e medo, se isola em um individualismo frágil e inútil. Não é simples entender o outro tanto quanto a si mesmo. 


Não serei e não quero que ele, "o cara", seja "muleta terapêutica" da minha caminhada, quero ir de encontro com o futuro, pleno de meus sentimentos, de minha estima, de meu amor-próprio. Só assim seremos cúmplices de algo digno, íntegro e eterno em sentimentos de carinho e afeição, muito além de sexo e prazer que, é claro, devem seguir um mesmo fluxo, mas não ser a viga mestra.

Vou derrubando barreiras para construir meu caminho e todo o esforço não será em vão. Tentar, experimentar e ousar é o mínimo que posso fazer para encontrar aquilo que procuro. Se ficar acomodado a vida passará na minha janela e não haverei de conquistar minha liberdade com outro alguém.


"Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo." (Herman Hesse)

Marcelo Poloni

* Imagem produzida pelo meu querido Corvo Devaneio, designer e sonhador como eu....

quarta-feira, março 16, 2011

Café com Jeneci

Sabe aquela música que você ouve e tem vontade de ouvir, e ouvir, e ouvir, e cantar, e cantar, e cantar, e não parar, não parar, não parar... pois bem... isso acontece quando ela aparece no playlist diário de idas e vindas do trabalho, da academia... enfim... perambulado pelas ruas paulistas.

Show de Estrelas do meu xára Jeneci é uma delas e que produz instantaneamente um SORRISÃO tão besta de felicidade que não tem comparação. É tiro certeiro para o dia ser animado do começo ao fim...e com vontade de querer mais!

Show de Estrelas
Marcelo Jeneci

Era uma chuva, era um show de estrelas
Chovia estrelas a granel
Eram milhares de estrelas, uma chuva delas
Caindo lá no chão do céu

E diante da visão do firmamento
Um pensamento vem ao coração
De que cada um de nós não é senão uma estrela
A brilhar no céu do chão

Todos nós
A brilhar, a brilhar
Somos como luas e sóis
A girar, a girar

E a chuva não cessava a sucessão
De pingos lá no chão do céu
Era uma chuva de granizo de estrela em grãos
Chovia estrelas a granel

E diante da visão do firmamento
Na mente um sentimento se produz
De que cada um de nós não é senão uma estrela
Cada um, um ser de luz

Todos nós
A brilhar, a brilhar
Somos seis bilhões de faróis
A girar, a girar
Tal como luas e sóis
A brilhar, a brilhar
Como seis bilhões de faróis
Todos nós, todos nós



Não preciso dizer que ele é gato e que a qualquer momento vou conhecê-lo pessoalmente... nada como ter casal de amigos íntimos do sujeito, que é casado... mas tudo bem! a vida não é perfeita mesmo... rs.. .



Marcelo Poloni

terça-feira, março 15, 2011

Trópicos Cariocas


Histórias de um tempo que já foi II

...e ele foi àquela rua considerada o "fervo" da noite colorida carioca. Na rota turística de Ipanema já havia se conectado àqueles outros doces olhos esverdeados e cabelos grisalhos, apesar de não ter chegado aos "enta". Saiu com sua cerveja em punho, um aperto de mão e uma conversa ali mesmo naquela esquina. Seus amigos estavam juntos mas se afastaram ligeiramente percebendo o calor da ocasião, foram então para aquela fila esperar para entrar naquele café dançante, galeria de tantos sons. Cabelos grisalhos, olhar profundo, com sede e sorriso maroto de quem desejava se entregar ali mesmo na rua. Ele, no clima e na vontade, pegou pelo braço carnudo e cheio de pelos, acariciou o ombro e jogou uma conversa ao pé do ouvido, colado a sua barba macia. Encontraram-se em seguida em um beijo profundo naquele lugar que deixou de ter espaço ou tempo, era eterno. Continuaram aquele jogo de sedução, de carinho e de sensações. Telefones trocados em beijos colados para a próxima noite na linha destes trópicos cariocas....

Marcelo Poloni

A vida como ela foi...


Histórias da folia carioca I

Sabe quando você vai caminhando com sua cerveja pelo meio da pista, Fernanda Porto Samba Assim Só Tinha que ser com Você, fazendo seu pé e corpo fluir naturalmente entre uns e outros e você dá de cara com um sujeito boa pinta, olhos doces esverdeados, barba por fazer, camisa pólo com um logo inglês? Sabe também que aquele momento te lembra outras bebidas, outros vinhos, outros carinhos e outros olhares? Você sabe que ele vale a pena, você olha como se não existisse mais ninguém naquela pista. Você fixa o olhar e seduz, conquista, toca e, lentamente, sem qualquer palavra, escorrega seus lábios junto aos dele. Pelos próximos seis minutos houve fôlego para prolongar aquele beijo bem dado, bem conquistado, bem saboreado, como se não houvessem outros na vida. Outros vieram na sequência e perduraram por toda a noite, entre outras coisas mais, e, no dia seguinte, um último de despedida. Para um reencontro a qualquer tempo, em qualquer lugar... na vida como ela foi...

Marcelo Poloni

domingo, março 13, 2011

Das Cinzas à Folia...

... novamente ela surge no horizonte deste ser que escreve aqui: a tal Fênix. Tal qual um cisne negro em seu lago, ela bailou soberana neste carnaval que passou, e tomou proporções inesperadas. Foi ao samba, foi a fantasia, foi a vida e foi ao infinito de possibilidades.

Aproveitou esperas intermináveis para desabafar e ouvir opiniões sobre si mesma. Refletiu sobre todo o momento que passava, e na sexta-feira pré-carnaval, como em um verdadeiro banho de descarrego, jogou na avenida sua alegria. Se entregou.

Soube comungar gostos pessoais por arte e fotografia com a emoção e muita, mas muita diversão, dentro e fora do eixo da folia. Soube sair de si e se encontrar em muitas situações: diurnas ou noturnas, ao som de mpb, de rock, de samba-rock e em outros braços, em outras bocas, em outros olhares. Soube quem é e o que quer, e mesmo que já soubesse, ampliou seus horizontes. Foi além.

Que venha 2011 e tudo que a fenix possa alcançar. Não será pouco. O espetáculo apenas começou.

Marcelo Poloni

quarta-feira, março 09, 2011

Artes de Carnaval

Carnaval 2011 - Mocidade Independente - Armação - 
Máscaras de Veneza e as origens do carnaval

União da Ilha 2011 
Charles Darwin no Jardim Botânico carioca.
Tempos atrás resolvi fazer um blog sobre as "artes do desfile das escolas de samba" e não evoluí na proposta pois, ufa, dá pano pra manga, babados, confetes e serpentinas, além de muita dedicação.
Não tentarei convencer ninguém do meu ponto de vista e de como visualizo, pelos meus muitos anos acompanhando de longe e "in loco", o trabalho, a execução e a apresentação deste universo de múltiplas artes, marginalizado por grande parte da pseudo-sociedade dita "erudita" que torce o nariz para nossas raízes.
Também não pretendo dizer que tudo são flores (existe muita lama) e tampouco diminuir sua função "entretenimento" em favor de minhas idéias, mas não posso diminuir sua importância enquanto resgate de nossa memória e cultura.

Comissão de Frente e Abre-Alas
Um desfile para muitos olhares


Carnaval 2011 - Grande Rio - Armação
Copinhos de plástico para representar
o fundo do mar de corais.
O desfile das escolas de samba, em meu ponto de vista, é a convergência de diversas artes em um espetáculo midiático com diversos produtos e oportunidades. Com uma diversidade de assuntos e temas, foi o cerne de meus trabalhos para o curso de Design Gráfico (projeto de produto, fotografia e instalação) e para o curso de pós-graduação em Comunicação e Mídia.


Os carros alegóricos na 
Av.Presidente Vargas - Carnaval 2011 - 
União da Ilha e o Mistério da Vida,
 um história de Charles Darwin.
“Com seus carros que serão levados para a avenida crescendo a cada dia, o barracão se constitui num espaço crítico em que se pensa, se realiza e se aprende arte. Numa acepção ampla, carnaval não designa portanto a festa simplesmente, mas todo o processo que nela desemboca.”(Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, O rito e o tempo: ensaios sobre o carnaval, 1999.)


Mocidade 2011 - 
Parábola dos Divinos Semeadores
Costumo tirar muitas fotos da "armação" das escolas de samba do Rio de Janeiro – espaço aberto à visitação pública – na Avenida Presidente Vargas – para registrar detalhes, referências e o trabalho não percebido na hora do desfile de fato, seja pela tv ou por quem esteja no "sambódromo". Considero a "armação" como um museu a céu aberto onde os artíficies anônimos do carnaval mostram suas obras de modo estático, para o deleite das milhares de pessoas que por aquele espaço transitam nas tardes de pré-desfile.

Beija-Flor 2011 - 
A Simplicidade do Rei
Na armação são dados os últimos retoques nas alegorias e efetuados os últimos testes de som e luz, geradores e demais maquinários utilizados para que o desfile seja completo e íntegro na apresentação aos julgadores, tornando-o um momento único em seu desfile. Adianto que, uma foto, vídeo ou mesmo aquilo que possa ser aqui descrito, não traduzem a grandeza e a emoção de presenciar o desfile, seja como admirador ou mesmo como um folião que veste a fantasia e brinca de ser quem não é pelo tempo limitado de um desfile de artes diversas, congregadas em uma só.

Já em desfile, o mesmo carro Abre-Alas
 que pode ser visto na foto da armação acima. 
União da Ilha e o Mistério da Vida, 
homenagem a Charles Darwin.
“Considerar o Carnaval supérfluo é desconhecer que nós brasileiros recriamos a identidade no ato de brincar, virar príncipe ou princesa, grego ou tirolês, personagem de um cenário dionisíaco onde todos são outros e, assim, mais eles mesmos. A cultura está nos Lusíadas e no Quixote, mas ainda na versão carnavalesca dos clássicos. Minimizar esta é negar o direito de sermos nós mesmos e existir.” (Betty Milan, A República do Samba. Folha de São Paulo, São Paulo.)

As pessoas que não conhecem este universo paralelo ao "bunda-lê-lê" - tipicamente sensacionalista de "reis, rainhas, popozudas, maludos, piriguetes e cafas oportunistas, pseudo-celebridades datadas, turbinadas e vazias - acreditam que "escola de samba é bagunça! Ledo engano. É trabalho para mais de 10 mil pessoas. Gera lucro e é encarado como empresa, sem deixar de lado o charme e a nostalgia, o lirismo e a arte de "Paulinhos" da Viola da Portela, "Cartolas" da Mangueira ou "Martinhos" da Vila, a Isabel.

O carnaval veio das Saturnais e da festa do boi Ápis, das festas agrárias egípcias, gregas e romanas de sagração da colheita e da primavera em tempos de fartura. Foi datado pelo calendário cristão como sendo o momento de extravasar os desejos antes do período de reclusão da quaresma. Seguiu pela idade média com a sociedade se escondendo em bailes de máscaras. Chegou com o festejo português do Entrudo ao Brasil e misturando-se ao ritmo dos tambores e danças africanas, o mistico e a arte plumária indígena, promoveu, com o tempo, a evolução de dos diversos cortejos - ranchos, corsos e cordões - em um múltiplo somatório de suas artes, chamado Escola de Samba.

As artes cênicas - Tijuca 2011
Joana D'arc carnavalizada
E assim começa o meu desfile de opiniões sobre esta grande catarse de todas as artes.... bem vindo a festa.

“Nesse país, uma escola nunca teve crise de aprendizagem: A Escola de Samba” (Sebastião Rocha, Antropólogo, Educador, Mentor do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, Prêmio Empreendedor Social 2007).

Ah... sem se esquecer da alegria e da diversão... podemos ganhar outras coisas também... venha pra festa você também. 
União da Ilha 2011 - O Mistério da Vida 
entre outros mistérios da avenida...
 Marcelo Poloni
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